<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-3649695</id><updated>2011-04-21T18:20:07.999-03:00</updated><title type='text'>DELLIBAR</title><subtitle type='html'>DELIBAR V. t. d. 1. Libar 2. Provar, bebendo; avaliar pelo paladar; degustar: delibar o vinho 3. Poét. Tocar com os l?bios para sentir e provar; saborear, experimentar.

DELLIBAR (1976-?)Anagrama de Bardelli, sobrenome deste c?ften das palavras, que delira o verbo num coito com as letras. "Pegar certas palavras j? muito usadas, como as velhas prostitutas, deca?das, sujas de sangue e esterco - pegar essas palavras e arrum?-las num poema, de forma que adquiram nova virgindade". Manoel de Barros.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://dellibar.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649695/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dellibar.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Dellibar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436241677900400235</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>61</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3649695.post-108525377283563687</id><published>2004-05-22T16:14:00.000-03:00</published><updated>2004-05-22T16:27:31.103-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Em janeiro deste ano, Carlos Machado, meu atual melhor amigo, finalmente deixou-me ler o manuscrito de seu primeiro livro, &lt;em&gt;A Voz do Outro&lt;/em&gt;. Mais: pediu-me também para fazer a orelha do mesmo, já que a Editora Sete Letras aprovou a publicação da obra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aceitei a empresa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, final de maio, o livro já está pronto e estará logo nas livrarias de todo o país. Mas creio que não seja crime adiantar aqui a orelha:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A escrita de Carlos Machado é de uma atmosfera rarefeita. Os parágrafos rareiam e exigem da leitura um fôlego pouco habitual, na mesma linha da leitura de José Saramago e João Gilberto Noll. Deste último, ainda, toma-lhe o horrendo e a exibição de tudo aquilo que ainda é tabu, desafiando a linha delicada que separa nossos pudores de nossas perversões. É nesse sentido que se pode afirmar que os contos de Carlos Machado dilaceram inocências. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se somos feitos de estilhaços dos mais diversos outros, Carlos captou aqui os mais subterrâneos, aqueles cuja existência desejamos recusar, como se o hediondo se limitasse apenas aos tablóides e não nos rondasse a existência na pele do desconhecido que pediu um cigarro, do vizinho que nos olha de soslaio, do amigo que nos estende os braços, do tio bibliófilo de conduta irrepreensível e, sobretudo, o hediondo sob nossa própria pele, governando certas fantasias, espreitando certas ações, como um monstro em um cárcere frágil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O outro é, portanto, eu mesmo, você e toda essa multidão de transeuntes a quem damos bom dia ou ignoramos despercebidos. Pessoas de carne e osso e outras que já se foram, esquecidas ou não, sob a laje do tempo; outras, ainda, imaginárias, que povoam os livros e seus leitores solitários. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estes, por sua vez, encontrarão outros companheiros de hábito dentro desta obra, repleta de personagens leitores. Eles vagam por Curitiba, metonímia da metrópole pós-moderna e sua profusão de hibridismos culturais, um quase-não lugar, onde o deslocamento no tempo e no espaço alcança uma indolência veloz, os chamarizes já não chamam e memória, fantasia e realidade se liquefazem".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3649695-108525377283563687?l=dellibar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649695/posts/default/108525377283563687'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649695/posts/default/108525377283563687'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dellibar.blogspot.com/2004_05_16_archive.html#108525377283563687' title=''/><author><name>Dellibar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436241677900400235</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3649695.post-108459481706222079</id><published>2004-05-15T01:20:00.000-03:00</published><updated>2004-05-17T00:50:59.506-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Depois de uma manhã cheia, na qual me concentrei no ensino das particularidades do texto informativo, e de chegar em casa com muita fome, tendo uma bela companhia feminina para deleitar o período vespertino, sem deixar de desfrutar também um pouco do sono que me foi roubado pelo despertador e pela obrigação profissional, fui à inauguração da Fnac, no Shopping Barigui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, não era só uma visita a uma livraria: como fui no horário de minha aula de francês, eu e meus amigos combinamos de apenas falar a língua de Stendhal, o que pode soar como afetação aos leitores menos tolerantes. Mas voltemos ao programa da noite - uma visita à livraria não é apenas uma visita à livraria: ela sempre acarreta-me desabotoares na carteira e vazamentos na conta corrente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, vamos aos títulos que agora figurarão em minha coleção de livros não lidos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Títulos em francês:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;La peste&lt;/em&gt; - de Albert Camus&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Les trois mousquetaires&lt;/em&gt; - de Alexandre Dumas&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Hell &lt;/em&gt;- de Lolita Pille&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Le petit prince &lt;/em&gt;- de Antoine de Saint-Exupéry&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em inglês:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ulysses&lt;/em&gt; - by James Joyce&lt;br /&gt;&lt;em&gt;The catcher in the rye&lt;/em&gt; - by J. D. Salinger&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em português:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Em busca de Espinosa: prazer e dor na ciência dos sentimentos &lt;/em&gt;- de António Damásio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei quando vou ler o primeiro, até porque comecei hoje um livro que já me conquistou: &lt;em&gt;Norbert Elias por ele mesmo&lt;/em&gt;. Essa semana estou me deixando ler, depois de quase um mês de abstinência por conta da batalha com a Hidra de Lerna, aquela mesma do segundo trabalho de Hércules. Mas a Hidra de Lerna do professor são as provas que tem de corrigir. Venci, mas foi uma vitória de Pirro: desisti do alemão e deixei de fazer exercícios físicos, além, é claro, de ter deixado a poeira tomar conta do meu exército sonolento de livros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por falar em sono, eis que ele agora me convida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3649695-108459481706222079?l=dellibar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649695/posts/default/108459481706222079'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649695/posts/default/108459481706222079'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dellibar.blogspot.com/2004_05_09_archive.html#108459481706222079' title=''/><author><name>Dellibar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436241677900400235</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3649695.post-108303825271385213</id><published>2004-04-27T00:57:00.000-03:00</published><updated>2004-04-27T01:21:57.653-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Fui a São Paulo no final de semana. Objetivo: a exposição de Picasso e a Bienal.&lt;br /&gt;Quanto ao primeiro, afora as duas horas e meia que fiquei na fila, foi um deleite. Dois quadros em especial me arrebataram a retina: &lt;em&gt;Corrida: la mort du toréro&lt;/em&gt; (Corrida: a morte do toureiro) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;img border="0" src="http://dellibar.sites.uol.com.br/Fotos/Picasso2.JPG"&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;e &lt;em&gt;Dormeuse aux persiennes&lt;/em&gt; (Mulher adormecida com persianas).&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;img border="0" src="http://dellibar.sites.uol.com.br/Fotos/Picasso1.JPG"&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro deles possui cores muito vivas e solta aos olhos. Amo o universo das touradas e o quadro em questão tem um vigor sangrento. O segundo era, dos quadros da exposição, o que eu melhor conhecia por fotos, sendo realmente emocionante poder vislumbrá-lo a poucos centímetro de minhas pálpebras famintas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois da exposição, fui à Bienal do Livro. Comprei alguns títulos, os quais menciono aqui:&lt;br /&gt;Obras do &lt;strong&gt;Norbert Elias&lt;/strong&gt;:&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Norbert Elias por ele mesmo&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Os estabelecidos e os outsiders&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Os alemães&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;A sociedade dos indivíduos&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Sobre o tempo&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;A sociedade de corte&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Mozart, a sociologia de um gênio&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obras de &lt;strong&gt;Eric J. Hobsbawm&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;A história social do Jazz&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Pessoas extraordinárias&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;A era do capital&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;A era dos impérios&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Tempos interessantes&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outros títulos:&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;O chalaça&lt;/em&gt;, de José Roberto Torero&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Dr. Jekyll and Mr. Hyde&lt;/em&gt;, de Robert Louis Stevenson&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Linguística e psicanálise&lt;/em&gt;, de Michel Arrivé&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela primeira vez em uma feira de livros deste porte (o espaço físico supera qualquer shopping de Curitiba), pude exercer mais uma vez minha compulsão por comprar livros, sempre alimentando a crença de que vou lê-los um a um. Sou um consumidor inocente com coceiras na carteira.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3649695-108303825271385213?l=dellibar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649695/posts/default/108303825271385213'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649695/posts/default/108303825271385213'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dellibar.blogspot.com/2004_04_25_archive.html#108303825271385213' title=''/><author><name>Dellibar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436241677900400235</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3649695.post-108252895982305282</id><published>2004-04-21T03:29:00.000-03:00</published><updated>2004-04-21T03:34:27.420-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Maluquices blogueiras (que contraí de &lt;a href="http://festamovel.blogspot.com"&gt;Camille Bleue&lt;/a&gt;)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;1. pegue o livro mais próximo de você &lt;br /&gt;2. abra o livro na página 23 &lt;br /&gt;3. ache a quinta frase &lt;br /&gt;4. poste o texto em seu blog junto com estas instruções&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Mas se examinamos o que realmente contitui a função geral do conceito de civilização, e que qualidade comum leva todas essas várias atitudes e atividades humanas a serem descritas como civilizadas, partimos de uma descoberta muito simples: este conceito expressa a consciência que o ocidente tem de si mesmo".&lt;br /&gt;Norbert Elias, &lt;em&gt;O processo civilizador&lt;/em&gt; (Vol. 1)&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3649695-108252895982305282?l=dellibar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649695/posts/default/108252895982305282'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649695/posts/default/108252895982305282'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dellibar.blogspot.com/2004_04_18_archive.html#108252895982305282' title=''/><author><name>Dellibar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436241677900400235</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3649695.post-108191430227539874</id><published>2004-04-14T00:45:00.000-03:00</published><updated>2004-04-14T00:59:26.513-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Leciono, logo corrijo. &lt;br /&gt;Não tenho tempo para mais nada. Isso não deve soar como lamento, pois não estou me permitindo nem esses laivos de auto-piedade (mentira). Apenas sinto raiva de mim mesmo por não ter feito um planejamento melhor para minha disciplina, a Língua Portuguesa. Simplesmente, superestimei os alunos que tenho em mãos e lhes apliquei produções de texto que a maioria não deu conta de executar como esperado. Assim, eles escrevem, e escrevem; e adeus coesão, coerência e verossimilhança; e bom dia lugar-comum, olá clichê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Corrijo com canetas coloridas: com o verde, sublinho os desvios da norma padrão; com o laranja, os problemas de coesão e pontuação; com o roxo, inverossimilhanças, coerência e outros problemas gerais de conteúdo. Ao final, ainda redijo um recado para o aluno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho cerca de 185 alunos e levo de 5 a 10 minutos por redação. Portanto, levo de 15 a 30 horas para corrigir as avaliações de todos, ou seja, de duas a quatro jornadas de trabalho de 8 horas, sem as distrações tão permitidas à maioria das profissões. Assim, tenho duas profissões: eu leciono e eu corrijo, sendo a primeira, de remuneração razoável, em termos de Brasil (ou seja, não é lá essas coisas); e a segunda, com salário praticamente inexistente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Considerando, ainda, que tenho de aplicar uma produção de texto a cada duas semanas, há vezes em que, dos 10 dias úteis que compreendem esse período, trabalho 4 apenas corrigindo, restando-me, assim, 6 dias úteis para realmente ensinar. Entretanto, essa perspectiva exclui outra necessidade básica em minha profissão: a preparação das aulas. Não há como precisar quantas horas eu gasto nessa atividade, mas posso afirmar que elas tomam algum tempo, sim. Assim, dos 6 dias que me restaram, posso, em uma perspectiva otimista, no mínimo tomar um para pesquisa e preparação das aulas, restando-me 5 dias (40 horas) por quinzena para ministrar aulas, ou seja, 20 horas por semana (com jornada de 8 horas diárias). Como dou 33 horas de aula por semana, minhas horas de folga ficam reduzidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, em minha folga, faço 4 horas semanais de francês, 4 horas de alemão e mais algumas horas para cuidar do corpo e da saúde, pois, desde que comprei um carro, parei de caminhar e passei a frequentar uma academia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como estou com insônia, uma coisa catastrófica para quem trabalha tanto, estou aqui escrevendo este post enorme, que, como todos podem atestar, não está lá muito bom, mas serve, acho eu, como justificativa para o meu silêncio, tantas vezes injustificado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3649695-108191430227539874?l=dellibar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649695/posts/default/108191430227539874'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649695/posts/default/108191430227539874'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dellibar.blogspot.com/2004_04_11_archive.html#108191430227539874' title=''/><author><name>Dellibar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436241677900400235</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3649695.post-107773998767912718</id><published>2004-02-25T17:13:00.000-03:00</published><updated>2004-02-25T17:15:53.796-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;em&gt;Enquanto não alcançares a verdade, não poderás corrigi-la. Porém, se a não corrigires, não a alcançarás. Entretanto, não te resignes. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Do livro dos Conselhos. In Saramago, José. “História do Cerco de Lisboa”&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3649695-107773998767912718?l=dellibar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649695/posts/default/107773998767912718'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649695/posts/default/107773998767912718'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dellibar.blogspot.com/2004_02_22_archive.html#107773998767912718' title=''/><author><name>Dellibar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436241677900400235</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3649695.post-107479973374429610</id><published>2004-01-22T16:28:00.000-03:00</published><updated>2004-01-22T16:30:54.513-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;em&gt;21 gramas&lt;/em&gt; é um filme asfixiante. É de uma tensão que não dá boas vindas às pipocas, embora seja uma boa idéia levar algo para beber: alivia o nó na garganta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Película que expõe entranhas, assistir-lhe é um tour pelos porões da dor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é um filme para qualquer estômago, tampouco para qualquer inteligência. É feito de estilhaços cuidadosamente espalhados. O expectador tem de juntá-los, montando um puzzle de vísceras e lágrimas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os atores não apenas representam, parecem segurar e torcer o coração do expectador. Roteirista e diretor nos cobrem de sombras. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saímos do cinema em luto. Alguma coisa dentro de nós morre naquele filme.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3649695-107479973374429610?l=dellibar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649695/posts/default/107479973374429610'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649695/posts/default/107479973374429610'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dellibar.blogspot.com/2004_01_18_archive.html#107479973374429610' title=''/><author><name>Dellibar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436241677900400235</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3649695.post-107439911200060243</id><published>2004-01-18T01:11:00.000-03:00</published><updated>2004-01-18T01:24:41.293-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Estou escutando Camarón de la Isla, talvez o maior cantor de música flamenca de todos os tempos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há muito que tento escrever um texto sobre o flamenco. Está complicado, pois me é difícil descrever as coisas que amo, pelo medo de conspurcá-las. Além disso, o flamenco, assim como quase tudo no mundo, já fala por si mesmo, dispensando traduções. Entretanto, se resumíssemos a discussão a este pressuposto, o de que as coisas dispensam porta-vozes, poderíamos decretar o fim de quase toda a arte. Assim, tenho cá pra mim que a motivação da arte é a necessidade de exprimir um determinado olhar para o objeto que nos sequestra. É como se quiséssemos, com a arte, devolver ao objeto o sopro vida que ele próprio nos inspira.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3649695-107439911200060243?l=dellibar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649695/posts/default/107439911200060243'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649695/posts/default/107439911200060243'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dellibar.blogspot.com/2004_01_18_archive.html#107439911200060243' title=''/><author><name>Dellibar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436241677900400235</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3649695.post-107345223684304594</id><published>2004-01-07T02:10:00.000-03:00</published><updated>2004-01-07T02:13:03.356-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Estou escutando o popular Adágio de Albinoni. Peça tocante. Acabei de baixá-la no E-mule, mais pelo regente, Karajan, do que pelo compositor em si, embora o conjunto é que realmente importe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Converso no icq com um aluno a quem posso chamar amigo, Giovanni, um rapaz de 15 anos com um senso crítico, maturidade e poder de observação impressionantes e que lerá estas palavras em breve, talvez sorrindo ao ler estas sinceridades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encontrei uma pérola franco-brasileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomei café com amigos, sendo um deles aniversariante. Nos reunimos para discutir negócios. Talvez a nossa idéia de um café literário pós-moderno não dê certo, pois está realmente difícil encontrar um boa locação que comporte o projeto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obedeci mais uma vez à minha compulsão por comprar livros, mesmo sabendo que continuarei obedecendo ao hábito de não lê-los, embora o título, &lt;em&gt;Sefarad&lt;/em&gt;, seja do meu autor vivo favorito: Antonio Muñoz Molina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comprei na semana passada um narguilé e joguei uma partida de Illuminati sob a fumaça de melão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adquiri também um par de tênis All Star de couro marrom, cano baixo. Meu primeiro All Star, diga-se de passagem. No mesmo dia, comprei um par de sandálias, tipo franciscano, no que admito ser um cara cheio de dicotomias, o que me encaixa perfeitamente nos padrões dos meus contemporâneos, talvez infelizmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltei a escutar Piazzolla, que sempre me sequestra, não importa a hora. Aliás, a música que escuto chama-se "Hora Cero".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Retornei hoje a este blog porque três pessoas diferentes me pediram de modo cativante, apesar de uma outra a quem admiro muito ter dito odiar blogs.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3649695-107345223684304594?l=dellibar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649695/posts/default/107345223684304594'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649695/posts/default/107345223684304594'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dellibar.blogspot.com/2004_01_04_archive.html#107345223684304594' title=''/><author><name>Dellibar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436241677900400235</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3649695.post-106700403596931768</id><published>2003-10-24T11:00:00.000-03:00</published><updated>2003-10-27T14:09:25.140-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Quase comprei a revista Cult deste mês de outubro. Na capa, o meu poeta favorito - Charles Baudelaire -, em uma foto que ficou muito bem com o assunto da edição: &lt;em&gt;O maldito da república das letras&lt;/em&gt;. Aliás, o que mais havia de maldito na então revista era o preço - 7 reais -, quase o preço de um livro. - "Maldição!", disse eu. Acabei não comprando a revista.&lt;br /&gt;Muitas pessoas acham que o nome &lt;em&gt;cult &lt;/em&gt;vem da palavra cultura, como uma espécie de forma reduzida da mesma, a partir do idioma inglês. Daí que qualquer filme europeu que passe nos cinemas do circuito cultural ganhe o rótulo de filme &lt;em&gt;cult&lt;/em&gt;.  Ora, &lt;em&gt;cult &lt;/em&gt;em inglês significa culto (substantivo), ou seja, tem uma conotação religiosa, e não tem nenhuma relação (a não ser a etimológica) com o adjetivo culto (erudito, sábio). Nesse sentido, um filme nada erudito, como Star Wars, é considerado um filme &lt;em&gt;cult&lt;/em&gt;, pois possui uma corrente de fãs que &lt;strong&gt;cultuam &lt;/strong&gt;o filme.&lt;br /&gt;Bem, cultuo Baudelaire como quem cultua um mito, é verdade. E bem acho que o rosto do poeta combinou muito com o nome da revista. Assim, fiquei muito interessado em ler a matéria, mas não queria desembolsar sete paus, no que acabei lendo a revista de um amigo assinante. &lt;br /&gt;Eis então uma entrevista com o grande poeta e tradutor Ivan Junqueira. Este distinto senhor traduziu a versão mais popular das &lt;em&gt;Flores do Mal &lt;/em&gt;para o português, uma edição bonita da editora Nova Fronteira. Bem, na minha opinião (tão importante para o cenário acadêmico-cultural do país) Baudelaire apunhalou o romantismo e Ivan Junqueira espancou Baudelaire com suas traduções. Esse rigor em minha observação será perdoado pelos fãs do poeta que conhecem o original em francês, desde que também possuam hormônios suficientes para não medir as palavras quando indignados. Mas antes que pisemos demais no pobre coitado, não nos esqueçamos que o tradutor é um ser melancólico por natureza, e tomemos a devida providência de não esculachá-lo em um periódico de grande circulação. Pontanto, eis aqui, em um blog, um lugar ideal para dar uma de verdugo, pois a vítima destas palavras jamais sentirá o sabor deste texto (se é que haverá alguém para tanto).&lt;br /&gt;Não são, entretanto, as malditas traduções de Junqueira o alvo deste &lt;em&gt;post&lt;/em&gt;. Na verdade, o que me move são as palavras dele na entrevista à revista. "Graças ao seu satanismo, Baudelaire causou funda impressão nos poetas de nossa segunda geração romântica, sobretudo em &lt;strong&gt;Álvares de Azevedo&lt;/strong&gt;, e começou a ser muito traduzido entre nós a partir de 1871, quando os poetas Carlos Ferreira, gaúcho, e Luís Delfino, catarinense, o verteram pela primeira vez para o idioma de Camões". Que bonito! Esse Ivan Junqueira sabe das coisas! Porém, há um porém: Baudelaire lançou sua grande obra prima, &lt;em&gt;As flores do mal&lt;/em&gt;, em 1857, enquanto que Álvares de Azevedo, que, segundo Junqueira, foi fortemente influenciado por Baudelaire, morreu em 1852, aos 20 anos. Bem, se tomarmos o depoimento de Ivan Junqueira como verdadeiro, Álvares de Azevedo deve ter conhecido o poeta francês no além-túmulo e daí sim pôde finalmente ser influenciado por ele, escrevendo muitos poemas que talvez tenham sido psicografados por Chico Xavier. Esse Ivan Junqueira é mesmo bom!&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3649695-106700403596931768?l=dellibar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649695/posts/default/106700403596931768'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649695/posts/default/106700403596931768'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dellibar.blogspot.com/2003_10_19_archive.html#106700403596931768' title=''/><author><name>Dellibar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436241677900400235</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3649695.post-106436709580130852</id><published>2003-09-23T22:31:00.000-03:00</published><updated>2003-09-23T22:31:35.700-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Assisti a uns trechos de &lt;em&gt;Mulheres Apaixonadas&lt;/em&gt;, da nossa queridíssima dona Globo.&lt;br /&gt;Vi duas cenas. &lt;br /&gt;Na primeira, uma menininha, Salete, se não me engano, chora em sua cama. Ela, que já não tinha pai, perdera recentemente a mãe, em uma das cenas mais comoventes da história recente da televisão brasileira. Bem, há aí um drama a ser explorado, não é mesmo?&lt;br /&gt;Como resolver esse drama, hem meu caro Manoel Carlos, roteirista do dramalhão? Ah, sim, coloca-se o fantasma da mãe da pobrezinha para niná-la e confortá-la, enquanto uma música patética soa para que assoemos nossos narizes comovidos depois de tanta choradeira. Que gênio do Ibope o Maneco, nosso escritor.&lt;br /&gt;A dor é tão bonita! Chorar de tristeza e saudade é tão comovente! Mas há mais...&lt;br /&gt;Na próxima cena, quem vemos: a mulher que apanha do marido. Ela chega em casa, com os olhos vermelhíssimos de choro e é recebida pelo seu amante imberbe, aliás, aluno seu em um colégio prestigiadíssimo, onde os adolescentes passam o dia se banhando numa imensa piscina. O garoto-amante, não é necessário dizer, está também às lágrimas.&lt;br /&gt;Pausa para o comercial e lá vou eu escrever este post, não sem antes, é claro, beber um copão de água com açúcar e depois tentar conter meus soluços e secar meus olhos marejados.&lt;br /&gt;Bem, a novela é um sucesso de crítica e público. O autor tem tratado de assuntos pertinentes e tem sido quase tão feliz quanto seus expectadores ao desenvolver tais temas. Como não tenho assistido ao espetáculo, infelizmente, achei que ao menos eu poderia registrar aqui minha comoção em relação às duas cenas assistidas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3649695-106436709580130852?l=dellibar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649695/posts/default/106436709580130852'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649695/posts/default/106436709580130852'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dellibar.blogspot.com/2003_09_21_archive.html#106436709580130852' title=''/><author><name>Dellibar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436241677900400235</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3649695.post-106199364784075879</id><published>2003-08-27T11:14:00.000-03:00</published><updated>2003-08-27T11:15:15.490-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Em meu lar, o lugar para filosofia é cercado de azulejos. Há neste lugar um trono, onde além de exercitar a majestade do solitário cômodo, imito também a escultura de &lt;em&gt;O pensador&lt;/em&gt;, de Rodin, que só não aparece sentado sobre uma privada porque Rodin só conhecia o pinico.&lt;br /&gt;O produto de minha estadia nesse filosofário nem sempre é bem consistente, variando de acordo com o humor e com a comida.&lt;br /&gt;Um dia, há alguns poucos anos, ao ler no jornal que a população da Terra alcançara seus 6 bilhões de habitantes, resolvi investigar em quanto tempo eu demoraria para contar toda essa quantia, a proporção de uma pessoa por segundo. Resposta óbvia, mas ainda abstrata: 6 bilhões de segundos, ora. Sim, mas e se especulássemos, &lt;strong&gt;antes de qualquer cálculo matemático&lt;/strong&gt;, apenas para testar nossa noção de grandezas numéricas do porte da população terrestre, "chutando" um valor em dias, meses ou anos, em quanto tempo demoraríamos para contar 6 bilhões de pessoas, a uma pessoa por segundo. &lt;br /&gt;25 dias? 3 meses? 5 anos? Não.&lt;br /&gt;Chegando à resposta, num calculo que fiz ali mesmo naquele lugar, que começava a cheirar, não sei se em função do produto mental ou do retal (ou ambos), fiquei pasmo com o resultado. Este resultado, vou omitir, mas não errei em meus cálculos, quando pude verificá-los mais tarde na calculadora, já aliviado do conteúdo castanho e devidamente higienizado o escape.&lt;br /&gt;Sendo eu um em 6 bilhões e tendo percebido a verdadeira proporção desta quantia, algo que o seleto leitor desta página também pode descobrir se tiver disposição, percebi mais do que nunca minha significância para este mundo. Pude, então, me comparar ao conteúdo pastoso que eu soltara enquanto pensava.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3649695-106199364784075879?l=dellibar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649695/posts/default/106199364784075879'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649695/posts/default/106199364784075879'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dellibar.blogspot.com/2003_08_24_archive.html#106199364784075879' title=''/><author><name>Dellibar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436241677900400235</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3649695.post-106175170670024976</id><published>2003-08-24T16:01:00.000-03:00</published><updated>2003-08-24T16:05:24.910-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O dia está lindo lá fora e Piazzolla está maravilhoso aqui dentro. Meu sobrinho brinca de carrinho atrás de mim, sobre minha cama, e, de vez em quando, chama a minha atenção para um de seus brinquedos. &lt;br /&gt;Ontem, ele me pediu para que eu o ensinasse a jogar xadrez. Percebi que cada peça, especialmente o cavalo, com seu movimento quase abstrato, tinha para ele algo de mítico e pude evidenciar como esse jogo o fascina pela complexidade, pela plástica do tabuleiro e pela organização inicial das peças, algo imponente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há muito tempo não entrava no blog de um ex-aluno meu, o &lt;a href="http://kyolog.cjb.net"&gt;Kiyoshi&lt;/a&gt;. No post do dia 23 de agosto de 2003, surpreendi-me pela qualidade da escrita, apesar de seu estilo um tanto oitocentista, às vezes com vestígios machadianos. Aliás, não só o estilo, mas também o espírito do narrador é bastante antigo, mas quanto a este aspecto não podemos macular o nome de Machado, até porque estou falando de um rapaz que recém completou 18 anos. Entretanto, o texto de Kiyoshi me comoveu, até porque é muito honesto, sem pretensões literárias, de modo que deixa sem propósito minhas observações iniciais sobre seu texto, que só escrevi por uma inércia de observador. E mais uma vez, por essa fraqueza que tenho de não conseguir deixar de expor meus julgamentos sob uma ótica enfadonhamente crítica, ouso dizer que o meu amigo Kiyoshi é um romântico moderno, como quase todos os seus contemporâneos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3649695-106175170670024976?l=dellibar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649695/posts/default/106175170670024976'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649695/posts/default/106175170670024976'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dellibar.blogspot.com/2003_08_24_archive.html#106175170670024976' title=''/><author><name>Dellibar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436241677900400235</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3649695.post-106168215345366191</id><published>2003-08-23T20:42:00.000-03:00</published><updated>2003-08-23T20:42:33.446-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Ontem, fiquei boa parte do dia tentando construir outro blog, mas não com o objetivo de substituir este aqui, ainda mais agora que o próprio layout ficou mais parecido comigo. Bem, o fruto do trabalho de ontem não ficou tão bom quanto o desejado, mas pode dar certo, ainda mais que a inestimável &lt;a href="http://festamovel.blogspot.com"&gt;Camille &lt;/a&gt;ofereceu seus talentos (o que vem sempre acompanhado de muito bom gosto). O objetivo é criar um canal de interação com meus alunos. Não custa tentar. Quem estiver curioso, clique &lt;a href="http://oeducador.blogspot.com"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3649695-106168215345366191?l=dellibar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649695/posts/default/106168215345366191'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649695/posts/default/106168215345366191'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dellibar.blogspot.com/2003_08_17_archive.html#106168215345366191' title=''/><author><name>Dellibar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436241677900400235</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3649695.post-106157950879869903</id><published>2003-08-22T16:11:00.000-03:00</published><updated>2003-08-22T16:11:48.796-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Estou estreiando roupas novas. Foram feitas por mãos de toureira, tão hábeis quanto às de Lydia em &lt;em&gt;Hable con Ella&lt;/em&gt;, de Almodóvar, que, ao som de Elis Regina, passeia um touro por uma trama cor &lt;em&gt;sangre&lt;/em&gt;. &lt;em&gt;Gracias&lt;/em&gt;, &lt;a href="http://festamovel.blogspot.com"&gt;Camille&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3649695-106157950879869903?l=dellibar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649695/posts/default/106157950879869903'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649695/posts/default/106157950879869903'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dellibar.blogspot.com/2003_08_17_archive.html#106157950879869903' title=''/><author><name>Dellibar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436241677900400235</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3649695.post-105841840239912908</id><published>2003-07-17T02:06:00.000-03:00</published><updated>2003-07-18T01:12:45.530-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Me estou sentindo ontem.&lt;br /&gt;Meus olhos empoeirados.&lt;br /&gt;Pessoas me ultrapassam.&lt;br /&gt;Meus sapatos modernos. Mas meus pés obseletos.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3649695-105841840239912908?l=dellibar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649695/posts/default/105841840239912908'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649695/posts/default/105841840239912908'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dellibar.blogspot.com/2003_07_13_archive.html#105841840239912908' title=''/><author><name>Dellibar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436241677900400235</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3649695.post-95883444</id><published>2003-06-21T00:59:00.000-03:00</published><updated>2003-06-21T00:59:28.620-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Definição do Amor&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mandai-me Senhores, hoje&lt;br /&gt;que em breves rasgos descreva&lt;br /&gt;do Amor a ilustre prosápia,&lt;br /&gt;e de Cupido as proezas.&lt;br /&gt;Dizem que de clara escuma,&lt;br /&gt;dizem que do mar nascera,&lt;br /&gt;que pegam debaixo d’água&lt;br /&gt;as armas que o amor carrega. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O arco talvez de pipa,&lt;br /&gt;a seta talvez esteira,&lt;br /&gt;despido como um maroto,&lt;br /&gt;cego como uma toupeira &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E isto é o Amor? É um corno.&lt;br /&gt;Isto é o Cupido? Má peça.&lt;br /&gt;Aconselho que não comprem&lt;br /&gt;Ainda que lhe achem venda &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amor é finalmente&lt;br /&gt;um embaraço de pernas,&lt;br /&gt;uma união de barrigas,&lt;br /&gt;um breve tremor de artérias&lt;br /&gt;Uma confusão de bocas,&lt;br /&gt;uma batalha de veias,&lt;br /&gt;um reboliço de ancas,&lt;br /&gt;quem diz outra coisa é besta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Gregório de Matos Guerra, o Boca do Inferno&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3649695-95883444?l=dellibar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649695/posts/default/95883444'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649695/posts/default/95883444'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dellibar.blogspot.com/2003_06_15_archive.html#95883444' title=''/><author><name>Dellibar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436241677900400235</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3649695.post-95839787</id><published>2003-06-19T17:50:00.000-03:00</published><updated>2003-06-19T17:50:47.873-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Assistindo ao jogo da seleção brasileira de futebol, acabo vendo que temos um técnico inteligente e pacato. &lt;br /&gt;Há muito tempo acreditei que a inteligência era o mais valioso em uma pessoa. Era uma bobagem. Hoje, não há nada que me convença que a vontade e a ousadia estejam aquém da inteligência em uma escala de valores, principalmente no mundo dos esportes, no qual a vida em si também faz parte. A vida, um jogo terrível.&lt;br /&gt;Ora, Parreira, nosso técnico, é tão calculista quanto irritante. Eu o odeio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3649695-95839787?l=dellibar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649695/posts/default/95839787'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649695/posts/default/95839787'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dellibar.blogspot.com/2003_06_15_archive.html#95839787' title=''/><author><name>Dellibar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436241677900400235</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3649695.post-95246714</id><published>2003-06-03T15:03:00.000-03:00</published><updated>2003-06-03T15:03:16.636-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Ainda em tempo&lt;br /&gt;&lt;i&gt;A pior das instituiçoes gregárias se intitula exército. Eu o odeio. Se um homem puder sentir qualquer prazer em desfilar aos sons de música, eu desprezo este homem... Não merece um cérebro humano, já que a medula espinhal o satisfaz. Deveríamos fazer desaparecer o mais depressa possivel este câncer da civilização. Detesto com todas as forças o heroísmo obrigatório, a violência gratuita e o nacionalismo débil. A guerra é a coisa mais desprezível que existe. Preferiria deixar-me assassinar a participar desta ignomínia.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Albert Einstein&lt;/b&gt;, in &lt;i&gt;Como vejo o mundo&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3649695-95246714?l=dellibar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649695/posts/default/95246714'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649695/posts/default/95246714'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dellibar.blogspot.com/2003_06_01_archive.html#95246714' title=''/><author><name>Dellibar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436241677900400235</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3649695.post-94458090</id><published>2003-05-16T13:49:00.000-03:00</published><updated>2003-05-16T13:49:45.286-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Condições do tempo hoje em Curitiba&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Delicadamente frio, o céu vestindo renda branca revela sutilmente sua pele lápis-lazúli&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3649695-94458090?l=dellibar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649695/posts/default/94458090'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649695/posts/default/94458090'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dellibar.blogspot.com/2003_05_11_archive.html#94458090' title=''/><author><name>Dellibar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436241677900400235</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3649695.post-94032441</id><published>2003-05-09T01:16:00.000-03:00</published><updated>2003-05-09T01:34:36.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;i&gt;A poesia não é uma libertação, mas uma fuga da emoção; não é a expressão da personalidade, mas uma fuga da personalidade. Naturalmente, porém, apenas aqueles que têm personalidade e emoções sabem o que significa querer escapar dessas coisas.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;T. S. Eliot&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3649695-94032441?l=dellibar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649695/posts/default/94032441'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649695/posts/default/94032441'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dellibar.blogspot.com/2003_05_04_archive.html#94032441' title=''/><author><name>Dellibar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436241677900400235</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3649695.post-92696226</id><published>2003-04-16T01:40:00.000-03:00</published><updated>2003-04-16T01:40:02.310-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>"Ela foi a minha maior bênção e posso afirmar que em toda a minha vida jamais a ouvi proferir uma só palavra que eu não quisesse escutar. Jamais deixou de ter para comigo a simpatia mais gentil e suportou com a maior paciência minhas freqüentes reclamações... Não acredito que tenha alguma vez perdido a oportunidade de ser gentil com quem estivesse próximo. Fico maravilhado com a minha boa sorte pelo fato de ela, tão infinitamente superior a mim em todas as qualidades morais, ter consentindo em tornar-se minha mulher. Ela foi minha sábia conselheira e jovial confortadora durante toda a vida, que sem ela teria sido... infeliz. Ela conquistou o amor e a admiração de todas as almas que estavam próximas".&lt;br /&gt;(Charles Darwin, sobre sua esposa)&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3649695-92696226?l=dellibar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649695/posts/default/92696226'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649695/posts/default/92696226'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dellibar.blogspot.com/2003_04_13_archive.html#92696226' title=''/><author><name>Dellibar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436241677900400235</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3649695.post-92625170</id><published>2003-04-15T00:05:00.000-03:00</published><updated>2003-04-15T00:05:14.513-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Além da docência me exercer 5 vezes semanais, ajudo a elaborar &lt;a href="http://capsulazine.kit.net"&gt;cápsulas &lt;/a&gt;outras 2 vezes ao mês. &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3649695-92625170?l=dellibar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649695/posts/default/92625170'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649695/posts/default/92625170'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dellibar.blogspot.com/2003_04_13_archive.html#92625170' title=''/><author><name>Dellibar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436241677900400235</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3649695.post-92201068</id><published>2003-04-08T02:01:00.000-03:00</published><updated>2003-04-08T02:01:16.076-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Noite última, &lt;a href="http://palasatena.blogspot.com"&gt;ela&lt;/a&gt; pousou sua intensidade sobre a calma de meu travesseiro. Os vestígios de sua pele-pétola colhem vermelhos em meu olfato. Este perfume me beija incêndios no mergulho da noite.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3649695-92201068?l=dellibar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649695/posts/default/92201068'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649695/posts/default/92201068'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dellibar.blogspot.com/2003_04_06_archive.html#92201068' title=''/><author><name>Dellibar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436241677900400235</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3649695.post-91815820</id><published>2003-04-02T00:26:00.000-03:00</published><updated>2003-04-06T04:57:04.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>"Somos operários de luxo. Ora, ninguém é bastante rico para nos pagar. Quando se quer ganhar dinheiro com a pena, é preciso fazer jornalismo, folhetim ou teatro. A &lt;i&gt;Bovary &lt;/i&gt;custou-me... trezentos francos, que EU PAGUEI, e jamais receberei um centavo deles. Atualmente, chego a poder pagar meu papel, mas não as diligências, as viagens e os livros que meu trabalho me exige; e, no fundo, acho isso bom (ou finjo achá-lo bom), pois não vejo a relação que há entre uma moeda de cinco francos e uma idéia. É preciso amar a Arte pela própria Arte; de outro modo, a menor profissão é preferível”.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Gustave Flaubert&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3649695-91815820?l=dellibar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649695/posts/default/91815820'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649695/posts/default/91815820'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dellibar.blogspot.com/2003_03_30_archive.html#91815820' title=''/><author><name>Dellibar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436241677900400235</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3649695.post-91751975</id><published>2003-04-01T00:44:00.000-03:00</published><updated>2003-04-01T00:44:02.310-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Com a mesma pureza de algumas centenas de estupros, a cidade de Bagdá recebe o cinismo de cada míssil arrebentando sua carne. É assim que cada bomba atinge seu alvo com a precisão milimétrica de sete traições que se esparramam em chamas e desfiles de miolos nas calçadas. Entre escombros, os pedaços de um menino de oito que sonhava medicina, a cabeça partida de uma mulçumana carregando seu cotidiano, dois irmãos destroçados enquanto rezavam, um fiel trajando o corão, uma perna sem um corpo. Dejetos de carne esquecidos pelas lentes da CNN, cujo foco se limita a traduzir para a vida real as mesmas explosões assépticas dos filmes hollywoodianos, sem vísceras e cabeças sendo cuspidas, embora elas estejam sempre lá. Mas para o show televisivo, bastam apenas a demonstração de força e o show de luzes, como um aviso norte-americano ao mundo: “eis nosso veneno, eis quem vos governa”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3649695-91751975?l=dellibar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649695/posts/default/91751975'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649695/posts/default/91751975'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dellibar.blogspot.com/2003_03_30_archive.html#91751975' title=''/><author><name>Dellibar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436241677900400235</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3649695.post-91750713</id><published>2003-04-01T00:25:00.000-03:00</published><updated>2003-04-01T00:25:05.966-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Esta madrugada, acordei às 4h18min com calor e Knife Fight de Piazzolla sangrando o ar. O quarto, ordenando que as janelas soluçassem, me usa como um mecanismo para fazer funcionar a aragem: solavanco as cortinas e rompo a estufa desabilitando a tampa. Fora, o ar de lua aliviando a noite.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3649695-91750713?l=dellibar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649695/posts/default/91750713'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649695/posts/default/91750713'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dellibar.blogspot.com/2003_03_30_archive.html#91750713' title=''/><author><name>Dellibar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436241677900400235</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3649695.post-91576505</id><published>2003-03-28T21:38:00.000-03:00</published><updated>2003-03-28T21:38:18.466-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Deu uma confusão ali embaixo. Fazer o quê?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3649695-91576505?l=dellibar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649695/posts/default/91576505'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649695/posts/default/91576505'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dellibar.blogspot.com/2003_03_23_archive.html#91576505' title=''/><author><name>Dellibar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436241677900400235</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3649695.post-91575851</id><published>2003-03-28T21:21:00.000-03:00</published><updated>2003-03-28T21:21:17.360-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Bilhete de Cartomante - R. XV de Novembro, Curitiba &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;inoportunidade&lt;/font&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;&lt;br /&gt;&lt;h2 style="margin-top:6.0pt;margin-right:0in;margin-bottom:6.0pt;margin-left:&lt;br /&gt;0in"&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family:Tahoma"&gt;&lt;font size="2"&gt;Não&lt;br /&gt;jogueis além este invite, porquanto o mesmo estará vantajoso a vós e/ou a um&lt;br /&gt;parentesco e/ou a um amistoso.&lt;/font&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/h2&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:0in"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family:&lt;br /&gt;Tahoma"&gt;&lt;font size="2"&gt;TENSÃO: Dispensável chulezar as meias até a Bahia&lt;br /&gt;pr’abrição de veredas e&lt;span style="color:blue"&gt; &lt;/span&gt;limpezura&lt;span style="color:blue"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;corporeal, por causa que&lt;span style="color:blue"&gt; &lt;/span&gt;esbarra-se nesta&lt;br /&gt;povoação&lt;span style="color:blue"&gt; &lt;/span&gt;a videntíssima &lt;b&gt;&lt;i&gt;Dona Sinecura&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;,&lt;span style="color:blue"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;a aviar&lt;span style="color:blue"&gt; &lt;/span&gt;os citadenses qu’encarecessem&lt;br /&gt;sua inscientificidade e seus labores.&lt;/font&gt;&lt;span style="color:blue"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;h2 align="center" style="margin-top:6.0pt;margin-right:0in;margin-bottom:6.0pt;&lt;br /&gt;margin-left:0in;text-align:center"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family:Tahoma"&gt;&lt;font size="2"&gt;VIDE&lt;br /&gt;CRER PARA VER&lt;/font&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoBodyTextIndent2"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family:Tahoma"&gt;&lt;font size="2"&gt;Enclarecido&lt;br /&gt;legente, petece destroçar guma desditeza que vos desarranjeia? Petece jeitar&lt;br /&gt;boníssimo encargo e haveres? Petece devolver à vossa intimidez gum afetivo que&lt;br /&gt;resvalou de vossos podreres? Petece conchegar casório empecilhado? Contendas&lt;span style="color:blue"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;litigantes, dodóis esprituais, cachaceirices? Querqual problemício,&lt;br /&gt;emprestai-me visitação confiada.&lt;span style="color:blue"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;h2 align="center" style="margin-top:6.0pt;margin-right:0in;margin-bottom:6.0pt;&lt;br /&gt;margin-left:0in;text-align:center"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt; font-family: Tahoma" lang="PT-BR"&gt;&lt;font size="2"&gt;Insto&lt;br /&gt;naun confusearme conoutrens*&lt;span style="color: blue; font-family: Tahoma"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center;text-indent:0in"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma" lang="PT-BR"&gt;&lt;font size="2"&gt;TENDE&lt;br /&gt;DIALMENTE NO VOSSO DORMICÍLIO&lt;span style="color: blue; font-family: Tahoma"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center;text-indent:0in"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma" lang="PT-BR"&gt;&lt;font size="2"&gt;DASNOVÀSVINTE&lt;span style="mso-spacerun: yes; color: blue; font-family: Tahoma"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;DORMINDOS E FERRADOS&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size:10.0pt;font-family:Tahoma"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" align="right" style="text-align:right;text-indent:0in"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt; font-family: Tahoma" lang="PT-BR"&gt;&lt;font size="1"&gt;*&lt;br /&gt;“Nhau confuderme coutras”. (N. do T.)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3649695-91575851?l=dellibar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649695/posts/default/91575851'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649695/posts/default/91575851'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dellibar.blogspot.com/2003_03_23_archive.html#91575851' title=''/><author><name>Dellibar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436241677900400235</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3649695.post-91575806</id><published>2003-03-28T21:19:00.000-03:00</published><updated>2003-03-28T21:19:55.903-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Bilhete de Cartomante - R. XV de Novembro, Curitiba &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;h1 style="margin-bottom:6.0pt"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family:Tahoma"&gt;&lt;font size="3"&gt;inoportunidade&lt;/font&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;inoportunidade&lt;/font&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;&lt;br /&gt;&lt;h2 style="margin-top:6.0pt;margin-right:0in;margin-bottom:6.0pt;margin-left:&lt;br /&gt;0in"&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family:Tahoma"&gt;&lt;font size="2"&gt;Não&lt;br /&gt;jogueis além este invite, porquanto o mesmo estará vantajoso a vós e/ou a um&lt;br /&gt;parentesco e/ou a um amistoso.&lt;/font&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/h2&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:0in"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family:&lt;br /&gt;Tahoma"&gt;&lt;font size="2"&gt;TENSÃO: Dispensável chulezar as meias até a Bahia&lt;br /&gt;pr’abrição de veredas e&lt;span style="color:blue"&gt; &lt;/span&gt;limpezura&lt;span style="color:blue"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;corporeal, por causa que&lt;span style="color:blue"&gt; &lt;/span&gt;esbarra-se nesta&lt;br /&gt;povoação&lt;span style="color:blue"&gt; &lt;/span&gt;a videntíssima &lt;b&gt;&lt;i&gt;Dona Sinecura&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;,&lt;span style="color:blue"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;a aviar&lt;span style="color:blue"&gt; &lt;/span&gt;os citadenses qu’encarecessem&lt;br /&gt;sua inscientificidade e seus labores.&lt;/font&gt;&lt;span style="color:blue"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;h2 align="center" style="margin-top:6.0pt;margin-right:0in;margin-bottom:6.0pt;&lt;br /&gt;margin-left:0in;text-align:center"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family:Tahoma"&gt;&lt;font size="2"&gt;VIDE&lt;br /&gt;CRER PARA VER&lt;/font&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoBodyTextIndent2"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family:Tahoma"&gt;&lt;font size="2"&gt;Enclarecido&lt;br /&gt;legente, petece destroçar guma desditeza que vos desarranjeia? Petece jeitar&lt;br /&gt;boníssimo encargo e haveres? Petece devolver à vossa intimidez gum afetivo que&lt;br /&gt;resvalou de vossos podreres? Petece conchegar casório empecilhado? Contendas&lt;span style="color:blue"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;litigantes, dodóis esprituais, cachaceirices? Querqual problemício,&lt;br /&gt;emprestai-me visitação confiada.&lt;span style="color:blue"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;h2 align="center" style="margin-top:6.0pt;margin-right:0in;margin-bottom:6.0pt;&lt;br /&gt;margin-left:0in;text-align:center"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt; font-family: Tahoma" lang="PT-BR"&gt;&lt;font size="2"&gt;Insto&lt;br /&gt;naun confusearme conoutrens*&lt;span style="color: blue; font-family: Tahoma"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center;text-indent:0in"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma" lang="PT-BR"&gt;&lt;font size="2"&gt;TENDE&lt;br /&gt;DIALMENTE NO VOSSO DORMICÍLIO&lt;span style="color: blue; font-family: Tahoma"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center;text-indent:0in"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma" lang="PT-BR"&gt;&lt;font size="2"&gt;DASNOVÀSVINTE&lt;span style="mso-spacerun: yes; color: blue; font-family: Tahoma"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;DORMINDOS E FERRADOS&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size:10.0pt;font-family:Tahoma"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" align="right" style="text-align:right;text-indent:0in"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt; font-family: Tahoma" lang="PT-BR"&gt;&lt;font size="1"&gt;*&lt;br /&gt;“Nhau confuderme coutras”. (N. do T.)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3649695-91575806?l=dellibar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649695/posts/default/91575806'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649695/posts/default/91575806'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dellibar.blogspot.com/2003_03_23_archive.html#91575806' title=''/><author><name>Dellibar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436241677900400235</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3649695.post-91575707</id><published>2003-03-28T21:16:00.000-03:00</published><updated>2003-03-28T21:16:54.170-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>inoportunidade&lt;/font&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;&lt;br /&gt;&lt;h2 style="margin-top:6.0pt;margin-right:0in;margin-bottom:6.0pt;margin-left:&lt;br /&gt;0in"&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family:Tahoma"&gt;&lt;font size="2"&gt;Não&lt;br /&gt;jogueis além este invite, porquanto o mesmo estará vantajoso a vós e/ou a um&lt;br /&gt;parentesco e/ou a um amistoso.&lt;/font&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/h2&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:0in"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family:&lt;br /&gt;Tahoma"&gt;&lt;font size="2"&gt;TENSÃO: Dispensável chulezar as meias até a Bahia&lt;br /&gt;pr’abrição de veredas e&lt;span style="color:blue"&gt; &lt;/span&gt;limpezura&lt;span style="color:blue"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;corporeal, por causa que&lt;span style="color:blue"&gt; &lt;/span&gt;esbarra-se nesta&lt;br /&gt;povoação&lt;span style="color:blue"&gt; &lt;/span&gt;a videntíssima &lt;b&gt;&lt;i&gt;Dona Sinecura&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;,&lt;span style="color:blue"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;a aviar&lt;span style="color:blue"&gt; &lt;/span&gt;os citadenses qu’encarecessem&lt;br /&gt;sua inscientificidade e seus labores.&lt;/font&gt;&lt;span style="color:blue"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;h2 align="center" style="margin-top:6.0pt;margin-right:0in;margin-bottom:6.0pt;&lt;br /&gt;margin-left:0in;text-align:center"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family:Tahoma"&gt;&lt;font size="2"&gt;VIDE&lt;br /&gt;CRER PARA VER&lt;/font&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoBodyTextIndent2"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family:Tahoma"&gt;&lt;font size="2"&gt;Enclarecido&lt;br /&gt;legente, petece destroçar guma desditeza que vos desarranjeia? Petece jeitar&lt;br /&gt;boníssimo encargo e haveres? Petece devolver à vossa intimidez gum afetivo que&lt;br /&gt;resvalou de vossos podreres? Petece conchegar casório empecilhado? Contendas&lt;span style="color:blue"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;litigantes, dodóis esprituais, cachaceirices? Querqual problemício,&lt;br /&gt;emprestai-me visitação confiada.&lt;span style="color:blue"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;h2 align="center" style="margin-top:6.0pt;margin-right:0in;margin-bottom:6.0pt;&lt;br /&gt;margin-left:0in;text-align:center"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt; font-family: Tahoma" lang="PT-BR"&gt;&lt;font size="2"&gt;Insto&lt;br /&gt;naun confusearme conoutrens*&lt;span style="color: blue; font-family: Tahoma"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center;text-indent:0in"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma" lang="PT-BR"&gt;&lt;font size="2"&gt;TENDE&lt;br /&gt;DIALMENTE NO VOSSO DORMICÍLIO&lt;span style="color: blue; font-family: Tahoma"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center;text-indent:0in"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma" lang="PT-BR"&gt;&lt;font size="2"&gt;DASNOVÀSVINTE&lt;span style="mso-spacerun: yes; color: blue; font-family: Tahoma"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;DORMINDOS E FERRADOS&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size:10.0pt;font-family:Tahoma"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" align="right" style="text-align:right;text-indent:0in"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt; font-family: Tahoma" lang="PT-BR"&gt;&lt;font size="1"&gt;*&lt;br /&gt;“Nhau confuderme coutras”. (N. do T.)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3649695-91575707?l=dellibar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649695/posts/default/91575707'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649695/posts/default/91575707'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dellibar.blogspot.com/2003_03_23_archive.html#91575707' title=''/><author><name>Dellibar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436241677900400235</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3649695.post-91235509</id><published>2003-03-23T16:37:00.000-03:00</published><updated>2003-03-23T16:37:22.466-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Três beijos:&lt;br /&gt;Beijo de rosas que se desabrocham em delírios vermelhos.&lt;br /&gt;Beijo de línguas que se esgrimam levianamente.&lt;br /&gt;Beijo líquido que escorre seiva corpo abaixo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3649695-91235509?l=dellibar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649695/posts/default/91235509'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649695/posts/default/91235509'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dellibar.blogspot.com/2003_03_23_archive.html#91235509' title=''/><author><name>Dellibar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436241677900400235</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3649695.post-90839190</id><published>2003-03-17T02:35:00.000-03:00</published><updated>2003-03-17T02:35:55.390-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Mel &amp; anis: delibei-os e escorreram-me até a jugular. Senti a vertigem do melado caindo pelas curvas do queixo e a garganta recebendo o líquido doce e expectorante misturado à saliva. O verbo na garganta é o que aqui está escrito, molhado de mel e anis. Que o mistério destas linhas se mostre cheio de evidência para quem quer que mereça tal revelação.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3649695-90839190?l=dellibar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649695/posts/default/90839190'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649695/posts/default/90839190'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dellibar.blogspot.com/2003_03_16_archive.html#90839190' title=''/><author><name>Dellibar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436241677900400235</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3649695.post-86757444</id><published>2002-12-31T15:54:00.000-03:00</published><updated>2003-01-06T16:19:28.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Prazados César Filho, Áurea, Uhlig e todos os demais que se perguntam que diabos está acontecendo com minhas atualizações.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Peço-lhes desculpas pelo silêncio e com toda sinceridade lhes digo "muito obrigado!" pelo carinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minhas atualizações estão completamente de acordo com minhas possibilidades de as realizar. As razões?:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) Sou vitimado por um impulso arqueológico a exotismos. Isso se concentra principalmente em minha escrita, que, embora tenha um refinamento e autenticidade em estado larval, ambiciona alcançar um vermelho destruidor e renovador, como as primeiras oclosões suboceânicas que originaram a terra firme, berço do homem. Essa teimosia em busca da originalidade acaba se tornando um entrave, pois um aumento na qualidade da produção representa também um aumento significativo no tempo de execução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) Tenho um orgulho 3 vezes e meio maior que meu talento. Como eu escrevo principalmente para satisfazer meu orgulho, e meu talento está aquém dele, acabo escrevendo pouco para que meu orgulho não fique muito bravo comigo devido ao não atendimento da demanda. Em outras palavras, o orgulho se volta contra seu recipiente, eu, na forma de um alto grau de cobrança formal, ainda que a habilidade para criar algo satisfatório seja 3 vezes e meio inferior à necessidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3) Ainda que concorde em parte com a afirmação de que o esforço e a disciplina podem priscindir do talento, ainda mais porque já escrevi algumas poucas coisas que passaram pelo crivo de meu orgulho, a falta de tempo e, principalmente, a vocação para a indisciplina e a desorganização, somado à Sindrome de Hamlet e a Síndrome de Carolina G., fazem-me um sujeito pouco produtivo e demasiadamente metafísico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;César&lt;/b&gt;, é muito importante para um professor contar com a admiração de seus pupilos. Não me refiro apenas ao nível da vaidade, que sem dúvida é atingida também pelos tapinhas nas costas, mas às possibilidades pedagógicas que se abrem àqueles que admiram e confiam em seu tutor. Ora, antes que você possa desanimar-se com estas declarações feitas com o ego inchado, vou lhe contar um segredo: eu sou um professor que admira alguns alunos, você entre eles, tanto ou mais quanto estes me admiram. Como não se pode negar a influência que aqueles que admiramos exercem sobre nós, tenho em conta que você, o Theo, o Tárik, o Uhlig, o Jorge, o Arthur e alguns outros, que minha memória, que mal pega no tranco, está esquecendo, são também meus professores. &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3649695-86757444?l=dellibar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649695/posts/default/86757444'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649695/posts/default/86757444'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dellibar.blogspot.com/2002_12_29_archive.html#86757444' title=''/><author><name>Dellibar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436241677900400235</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3649695.post-85434385</id><published>2002-12-03T14:33:00.000-03:00</published><updated>2002-12-03T15:27:18.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Despertei. Li algumas páginas da &lt;i&gt;Educação Sentimental&lt;/i&gt; de Flaubert. Arrumei meu quarto enquanto escutava a trilha do filme &lt;i&gt;Hable com Ella&lt;/i&gt; de Almodóvar, música de Alberto Iglesias. &lt;a href="http://palasatena.blogspot.com/"&gt;Palas&lt;/a&gt; surgiu-me de repente em minhas reminiscências e o que senti foi uma vontade súbita de escrever. Esta mulher comprime meus órgãos e alcança estes dedos que digitam. Seu cheiro experimenta o ar de meu quarto e quase se faz pele e cabelos onde há dois dias meu rosto se perdia. Ela é linda.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3649695-85434385?l=dellibar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649695/posts/default/85434385'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649695/posts/default/85434385'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dellibar.blogspot.com/2002_12_01_archive.html#85434385' title=''/><author><name>Dellibar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436241677900400235</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3649695.post-85085636</id><published>2002-11-25T23:21:00.000-03:00</published><updated>2002-11-25T23:30:53.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;"Ama teu próximo como a ti mesmo".&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Essa exigência, conhecida em todo o mundo, é, indubitavelmente, mais antiga que o cristianismo, que a apresenta como sua reivindicação mais gloriosa. No entanto, ela não é decerto excessivamente antiga; mesmo já em tempos históricos, ainda era estranha à humanidade. Se adotarmos uma atitude ingênua para com ela, como se estivéssemos ouvindo-a pela primeira vez, não poderemos reprimir um sentimento de surpresa e perplexidade. Por que deveremos agir desse modo? Que bem isso nos trará? Acima de tudo, como conseguiremos agir desse modo? Como isso pode ser possível? Meu amor, para mim, é algo de valioso, que eu não devo jogar fora sem reflexão. A máxima me impõe deveres para cujo cumprimento devo estar preparado e disposto a efetuar sacrifícios. Se amo uma pessoa, ela tem de merecer meu amor de alguma maneira. (...) Ela merecerá meu amor se for de tal modo semelhante a mim, em aspectos importantes, que eu me possa amar nela; merecê-lo-á também, se for de tal modo mais perfeita do que eu, que nela eu possa amar meu ideal de meu próprio eu. (...) Mas, se essa pessoa for um estranho para mim e não conseguir atrair-me por um de seus próprios valores, ou por qualquer significação que já possa ter adquirido para a minha vida emocional, me será muito difícil amá-la. Na verdade, eu estaria errado agindo assim, pois meu amor é valorizado por todos os meus como um sinal de minha preferência por eles, e seria injusto para com eles colocar um estranho no mesmo plano em que eles estão. Se, no entanto, devo amá-lo (como esse amor universal) meramente porque ele também é um habitante da Terra, assim como o são um inseto, uma minhoca ou uma serpente, receio então que só uma pequena quantidade de meu amor caberá à sua parte – e não, em hipótese alguma, tanto quanto, pelo julgamento de minha razão, tenho o direito de reter para mim. Qual é o sentido de um preceito enunciado com tanta solenidade, se seu cumprimento não pode ser recomendado como razoável?&lt;br /&gt;Através de um exame mais detalhado, descubro ainda outras dificuldades. Não meramente esse estranho é, em geral, indigno de meu amor; honestamente, tenho de confessar que ele possui mais direito a minha hostilidade e, até mesmo, meu ódio. Não parece apresentar o mais leve traço de amor por mim e não demonstra a mínima consideração para comigo. Se disso ele puder obter uma vantagem qualquer, não hesitará em me prejudicar; tampouco pergunta a si mesmo se a vantagem assim obtida contém alguma proporção com a extensão do dano que causa em mim. Na verdade, não precisa nem mesmo obter alguma vantagem; se puder satisfazer qualquer tipo de desejo com isso, não se importará em escarnecer de mim, em me insultar, me caluniar e me mostrar a superioridade de seu poder, e, quanto mais seguro se sentir e mais desamparado eu for, mais, com certeza, posso esperar que se comporte dessa maneira para comigo. Caso se conduza de modo diferente, caso mostre consideração e tolerância como um estranho, estou pronto a tratá-lo da mesma forma, em todo e qualquer caso e inteiramente fora de todo e qualquer preceito. Na verdade, se aquele imponente mandamento dissesse ‘Ama a teu próximo como este te ama’, eu não lhe faria objeções. &lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;S. Freud, in &lt;i&gt;O mal-estar na civilização&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3649695-85085636?l=dellibar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649695/posts/default/85085636'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649695/posts/default/85085636'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dellibar.blogspot.com/2002_11_24_archive.html#85085636' title=''/><author><name>Dellibar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436241677900400235</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3649695.post-84697964</id><published>2002-11-18T04:54:00.000-03:00</published><updated>2002-11-23T00:41:01.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;CARTA DE CAROLINA G.*, 25, PARA CARLOS JUAN FLORESTA, 52, PSICANALISTA&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Caro Carlos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Há duas horas na frente do monitor; sem, contudo, conseguir adicionar nada à minha dissertação. Meu orientador está pegando no pé, mais do que gostaria de pegar em meus seios, dos quais mal consegue tirar os olhos. No começo, eu gostava, sentia-me desejada, principalmente por tratar-se de um homem como ele, com seu status intelectual e invejável carreira acadêmica. Agora, sinto desprezo e até piedade: não o admiro mais e percebo que toda aquela cultura é tão admirável quanto uma mulher que sabe se maquiar. Estou escrevendo como você me orientou, meio na louca, falando do que me vem à cabeça; sem corrigir os probleminhas de coesão e, quem sabe, até mesmo de coerência que possam surgir nesta viagem caligráfica. Espero que esteja entendendo minha letra, que, ao menos, é mais inteligível do que a do senhor, com todo o respeito (rs). Resolvi parar de quebrar a cabeça com a tal dissertação e escrever-lhe. Tenho percebido aqueles detalhes terríveis de que lhe falei. Não há dúvidas de que sou uma pessoa extremamente dispersa. Fui educada com tantos chamarizes a minha volta, que não consigo me concentrar direito em uma coisa só. Tenho TV com mais de 60 canais, onde se pode fazer um &lt;i&gt;tour&lt;/i&gt; pelos programas durante horas, sem precisar assistir uma coisa sequer; há os joguinhos eletrônicos que dão uma satisfação rápida e segura para muitos problemas criados dentro do próprio universo do video-game, sem contar a quantidade absurda de jogos que posso trocar sem ao menos precisar chegar ao final de um deles; há os filmes de Hollywood e as novelas, com seus happy-ends e sua história mastigadinha, para não me preocupar em pensar; há também as músicas que não falam nada com nada, bimbadas apenas pelo ritmo e pela moda, de modo que posso usufruí-las instintivamente, como se fosse uma primitiva ao redor da fogueira (no meu caso, a fogueira da vaidade e a fogueira dos hormônios!); tenho o telefone a minha disposição, onde posso jogar algumas conversas sem me sujeitar ao terror do olhar; há, não posso me esquecer, a Internet, onde navego sem precisar jogar uma âncora e descansar um pouco em uma página interessante, podendo exercitar no computador aquilo que faço com a TV, mudando de &lt;i&gt;site&lt;/i&gt; como quem muda de canal. Agora me diga, doutor, como não ser dispersa num mundo que me doutrinou à variedade mais selvagem? Sento-me para ler um livro e não consigo terminar um capítulo sem que algo me distraia e me roube das páginas, deixando o protagonista sem minha indispensável presença; sento-me para escrever minha dissertação e acabo escrevendo para meu psicanalista e, mesmo agora, que me decidi escrever para o senhor, sinto vontade de dar um tempo e escutar um pouco de música, algo que, sinceramente, estou me esforçando para evitar fazer, pois quero ao menos terminar esta carta. O pior é que esse mundaréu de opções às minhas mãos não só tem contribuído para a dispersão dos de minha geração (generalizando), mas também para a falta de um caráter mais determinado, pois me vejo indecisa diante da miríade de caminhos e possibilidades. Li também que nós, jovens, temos uma enorme dificuldade para lidarmos com as frustrações. Bem, desde pequena tive os meus desejos satisfeitos, de modo que cresci mimada, com a sensação inconsciente de que o mundo deve me servir e que as coisas devem acontecer a minha maneira. Cheguei, enfim, na idade adulta, sem, porém, ter adquirido a maturidade para lidar com as perdas e derrotas tão comuns à vida. &lt;img src="http://dellibar.no.sapo.pt/sadness.jpg" align="right"&gt;Assim, diante da frustração de alguns desejos, tendo a sofrer mais do que a geração de meus pais e acabo, às vezes, tomando medidas absurdas por conta disso, como daquela vez em que comecei a passar trotes para meu ex-namorado. Talvez seja por isso que eu e tantos amigos meus estejam em depressão. Sei que isso é uma definição grosseira, mas me eximo de responsabilidade; afinal, o entendido aqui é você. Ah, já ia me esquecendo: vivo em um mundo, ao meu ver, que oferece prazeres intensos a um custo muito barato. É o barato que sai caro (nos dois sentidos que a palavra barato significa). Não consigo viver num extremo de um estado emocional sem sofrer os perigos e as quedas de tal atitude. Vivo na corda bamba desses prazeres e quando caio... (fui atender o telefone; era o Jean) preciso ir, doutor, ele vai passar aqui para tomarmos um chops e dois pastel (hehe). Como vê, já estou melhor. Diga-me o que achou do que escrevi. Até terça-feira.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um aperto de mão.&lt;br /&gt;Carolina G.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*em virtude da privacidade da cliente, Carlos Juan Floresta evitou-me de dar o nome verdadeiro de Carolina G. &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3649695-84697964?l=dellibar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649695/posts/default/84697964'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649695/posts/default/84697964'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dellibar.blogspot.com/2002_11_17_archive.html#84697964' title=''/><author><name>Dellibar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436241677900400235</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3649695.post-84568719</id><published>2002-11-15T05:44:00.000-03:00</published><updated>2002-11-21T13:48:24.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;E eu, que tenho apenas um pequeno punhado de leitores, ai de mim, perdê-los-ei, a começar por causa do uso desta ridícula mesóclise. Perdoai-me, amigos, pois cometi uma infâmia, uma heresia, uma blasfêmia, um pecado, e quantos nomes forem necessários para qualificar meu delito. Ora, preciso confessar aqui meu crime, para que vós possais espiar minha culpa, que, embora forjada, não deixa de merecer o nome &lt;i&gt;culpa&lt;/i&gt;. &lt;br /&gt;Eu criei um deus. Sim, eu o inventei. Eis o meu delito. E batizei meu deus de Karl Naig. Criei para ele até uma cosmogonia, para que ele não invejasse os demais deuses. Mas criei também algo inédito para os de sua categoria: uma pulga atrás da orelha. Sim, meu deus tem este sifonáptero a coçar suas aurículas &lt;i&gt;ad eternum&lt;/i&gt;. Karl Naig, assim, é um deus que se pergunta: “quem sou eu?”, “que diabos estou fazendo aqui?”, “por que existem pernilongos e Domingão do Faustão?”. Eta, deus complicado!&lt;br /&gt;Diz-se que no início, antes da grande explosão que deu origem ao universo, havia apenas dois princípios, dois élans que, separados, consistiam as únicas existências no meio do nada. Esses princípios, porém, concentravam em si a potência das coisas. O princípio Karl era masculino, enquanto que o Naig era feminino. Conta-se que quando esses dois mistérios se fundiram, houve um grandioso orgasmo, que destroçou aqueles dois corpos imensos; como uma explosão, de onde podemos crer que o universo e todos os astros são partes daqueles dois amantes que se consumiram em amor para eclodirem-se em infinitos pontos por aquele vazio infindo. Espalharam-se as células divinas, constituindo-se, assim, isso tudo que chamamos cosmo. Karl Naig seria o espírito consciente do universo, um princípio que palpita em cada uma de todas as coisas.&lt;br /&gt;Ora, essa cosmogonia é a que contei para o meu deus, para que ele pudesse encarnar toda a realeza que se espera de uma divindade. É claro que Karl Naig ficou feliz com aquela história, como uma criança que, questionando sua criação, se contenta com a história da cegonha. Mas, quem poderia prever?, Karl Naig tinha aquela pulga atrás da orelha e não sossegou.&lt;br /&gt;Eis que começou a ler alguns livros. Indiquei a ele algumas mitologias e alguns estudos teológicos. Sentiu-se bem, pois, como era solitário, aprendeu que havia outros seres como ele: Brahma, Jeová, Zoroastro, Júpiter, Alá, etc. Alguns reivindicando também para si a criação do mundo e de todas as coisas, e não só isso, mas também se auto-consagrando como deus único e senhor do universo. “Carai!” – pensou, e voltou a se sentir solitário. Eu, preocupado com o deus que eu criara como um filho, argüi que vida de deus é assim mesmo e que havia poucas opções que não fossem resignação e afirmação de seu papel divino. Mas ele, Karl Naig, como um adolescente inquieto, não conseguiu parar de perguntar-se: “por quê?” e mais outro “por quê” e mais outro, e mais outro, de modo que, assim, cheio de porquês, foi-se desenvolvendo um deuslinqüente. &lt;br /&gt;Estudou a história do homem. Seus feitos, suas invenções e sua arte. Ficou embasbacado. Quis ser um homem, como qualquer um de nós. Tornou-se, portanto, um deus trágico: desejava fugir a sua própria condição, como um negro que quer ser branco. Desistiu, depois de conhecer o Michael Jackson. Ousou, então, fazer, embora sem se dar conta disso, o que nenhum deus fez até então: passou a visitar os labirínticos corredores da metafísica. Daí, chegou a uma conclusão: “o homem chega à divindade pela metafísica; a divindade chega ao homem através da metafísica; a metafísica chega à divindade através do homem”. O pior é que essas conclusões esquisitas inflavam o ego do meu deus, que estava se tornando metido – característica, convenhamos, típica de divindades, que foram feitas à imagem do homem.&lt;br /&gt;Ah, mas eu amo meu deus. Seria ele respeitado quanto qualquer outra deidade reconhecida em cartório ou em celebrações, inclusive aquela que monopolizou a palavra &lt;i&gt;deus&lt;/i&gt;? Ah, quem dera Karl Naig pudesse ser compreendido como mais um e não como nem um. Assim, contarei outros causos deste que há cerca de quatro anos é meu companheiro de desloucura e sandice.&lt;br /&gt;Aos meus amigos, perdoai-me o deus. Ele é mais inofensivo do que outros que foram motivos de guerras santas e até hoje são invocados por homens que atiram aviões em prédios, ou justificativa para torturas e fogueiras medievais. &lt;br /&gt;Perdoai também a este que escreve e que ousa inventar um nume. Perdoai, sobretudo, porque vos foi ensinado este verbo nas comunhões e nas leituras do livro mais vendido do mundo. Continuai, deste modo, a visitar estas linhas onde passeiam Karl Naig, Carlos Juan Floresta, Dellibar e outros que ainda virão.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3649695-84568719?l=dellibar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649695/posts/default/84568719'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649695/posts/default/84568719'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dellibar.blogspot.com/2002_11_10_archive.html#84568719' title=''/><author><name>Dellibar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436241677900400235</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3649695.post-84344655</id><published>2002-11-11T01:09:00.000-03:00</published><updated>2002-11-21T13:52:09.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;“As palavras são líquidas", disse-me um dia Carlos Juan Floresta, amigo meu, perigoso por sua ironia, terrível por sua iconoclastia. "Impossível segurá-las entre os dedos, embora possamos sorvê-las. Por causa dessa natureza, as palavras são arredias às definições. Veja bem, quando as encontramos em estado de dicionário, elas são tão empolgantes quanto um zoológico de animais empalhados. Embora eu goste de passear pelos corredores dos dicionários, sei que nada daquilo se compara com a experiência de viver as palavras em meu cotidiano. Sim, em uma conversa de bar como esta, em um livro de Virginia Woolf ou em uma pichação no muro. São palavras vivas; elas passam por mim e deixam impressões, elas me molham. Ora, as palavras carregam ideologias e sentimentos. Não importa o que o dicionário prega, as palavras reincidem no homem de uma forma subjetiva. &lt;br /&gt;“Assim como existem tantas interpretações da Bíblia quanto seu número de leitores, cada palavra encerra em si infinitas possibilidades que arrebatam cada indivíduo a sua maneira. Tome-se a palavra &lt;i&gt;poeta&lt;/i&gt;, por exemplo; de acordo com o &lt;i&gt;Aurélio&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;1. Aquele que tem faculdades poéticas e se consagra à poesia; aquele que faz versos. 2. Aquele que tem imaginação inspirada. 3. Aquele que devaneia ou tem caráter idealista.&lt;/i&gt; Essa definição é tão fria e técnica quanto um atestado de óbito e não contempla o que eu sinto quando escuto de alguém a frase “eu sou poeta”. Se assim fosse, eu pensaria: ‘eis um homem que faz versos, talvez um idealista, um homem de imaginação inspirada...’. Não. O que eu penso, na verdade, é: ‘Puta que o pariu, que cara chato!’. Pois é, a palavra poeta me aborrece. &lt;br /&gt;“O mesmo eu poderia dizer da palavra &lt;i&gt;alma&lt;/i&gt;, tão usada pelos neo-românticos, como em – ‘que dor eu trago em minha alma!’. Na verdade, quem sente a dor sou eu. Primeiro, porque a palavra &lt;i&gt;alma&lt;/i&gt; já foi gastada demais. Como disse Manoel de Barros, devemos arejar o idioma. Então, chega de alma. Em segundo lugar, eu não acredito em alma, no sentido espiritual do termo, o que torna essa palavra ainda mais rançosa”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Interrompo, por um momento, caros leitores, a narrativa de meu amigo para lhes pedir desculpas por sua excentricidade. Sei que meus amigos que passeiam às vezes por aqui não só não concordariam com as palavras do Carlos, mas também o achariam deveras arrogante. Eu já tive um dia a mesma impressão. Mas continuemos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Também me aborrece a palavra &lt;i&gt;coração&lt;/i&gt;. Eta palavrinha pisada. Há alguma música sertaneja que não faça uso dessa palavra? Ora, Drummond a usou em seu &lt;i&gt;Poema de Sete Faces&lt;/i&gt;, mas eu me recuso a exercitar a minha coluna para o nosso poeta centenário pelo simples fato de estarmos falando de um mito. Fazer o quê? Coração é bom no espetinho, aos domingos.&lt;br /&gt; “E &lt;i&gt;Deus&lt;/i&gt;? Ai, meu Deus. Desde que Nietzsche matou Deus, essa palavra se tornou um arcaísmo. Antes de Jesus, não se falava em Deus, mas em deus e deuses. Importuna-me como essa palavra não admite o artigo. Isso porque se trata de uma tirania, um totalitarismo que condenou todos os outros deuses ao ostracismo. É claro que o deus cristão é tão vivo quanto Zeus, ou mesmo Zaratustra. E ainda que não se acredite no deus cristão mas se fale a frase “eu acredito em Deus”, se está endossando o próprio deus cristão, pois se está utilizando do mesmo sistema totalitário e absolutista dessa religião, que foi tão boa para o mundo quanto uma gonorréia para o mulherengo.&lt;br /&gt;“As palavras não passam incólume por nenhum ser pensante. Eu tenho as minhas favoritas, como, por exemplo,&lt;i&gt;calcinha&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;melindre&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;vaga-lume&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;alfama&lt;/i&gt;. Há aquelas contra as quais declaro guerra, como &lt;i&gt;felicidade&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;compaixão&lt;/i&gt;. Há tantas”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carlos Juan Floresta, que não deve estar lendo estas linhas por ser avesso aos computadores, é um homem incompreendido. O estranho é ele gostar disso, mas não tão estranho quanto o fato de eu gostar dele.&lt;br /&gt;Uma vez, ele desceu do ônibus muitos pontos antes de seu destino para ajudar um senhor que caíra na rua. Estava chovendo muito, e eu, que estava no mesmo ônibus, não fiz nada e segui.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3649695-84344655?l=dellibar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649695/posts/default/84344655'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649695/posts/default/84344655'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dellibar.blogspot.com/2002_11_10_archive.html#84344655' title=''/><author><name>Dellibar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436241677900400235</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3649695.post-83938770</id><published>2002-11-02T22:25:00.000-03:00</published><updated>2002-11-02T22:26:36.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;bilhete que roubei no &lt;i&gt;ligeirinho&lt;/i&gt; e que tirei de dentro de um envelope que também continha uma mensagem divina em plástico não-maleável, entregue por rapaz quieto e bem vestido&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enclarecido(a) Passagista:&lt;br /&gt;Escondo-me por Júnior, e refugo-me hora por cá segurando estes segundos de seu descaminho, exclusive empresto desculpas pelo incomodismo, receito que frações de vocês estão esfolando ao trabalho e outros aliviando-se para as comédias domésticas, todos deveras desdormidos e eu chantageando. Só que eu também esperava diluir-me a pessoas, murcho, regressando do trambolho.Todavida, é complexo desarrumar sossego, e em ordem de não me encriminar na sobrevida lhes oferendo esta plaquinha com o Palavrório de Deus, para esquecer na geladeira, móveis, janelas, painel de carro e outras geringonças. Por somente iR$ 1 ou um vale-carregamento, você conquista este plástico e espiritifica um desempregável tadinho e dignuto. Brigado.&lt;br /&gt;&lt;p align=right&gt;“Só é ninguém aquele que vence sem derrubar”.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3649695-83938770?l=dellibar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649695/posts/default/83938770'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649695/posts/default/83938770'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dellibar.blogspot.com/2002_10_27_archive.html#83938770' title=''/><author><name>Dellibar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436241677900400235</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3649695.post-83652414</id><published>2002-10-28T05:31:00.000-03:00</published><updated>2002-10-28T05:31:45.230-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;center&gt;&lt;img src="http://dellibar.no.sapo.pt/foto18.jpg" border="0"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;Dia 27 de outubro de 2002. O dia em que o Brasil levantou a cabeça e venceu o medo. &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3649695-83652414?l=dellibar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649695/posts/default/83652414'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649695/posts/default/83652414'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dellibar.blogspot.com/2002_10_27_archive.html#83652414' title=''/><author><name>Dellibar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436241677900400235</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3649695.post-83503998</id><published>2002-10-25T05:42:00.000-03:00</published><updated>2002-10-25T05:59:16.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;br&gt;&lt;b&gt;Estilhaço do diário de Carlos Juan Floresta &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;05 de maio de 2001.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Querido Microsoft Word 95&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje não muito mais ou menos. A lassidão me compreende após dia. Café tem até esclarecido. Mas estou entregado aos pernilongos. Tem-me adulado a vadiagem. Hedonismos me sequestram. Esta manhã, por modelo, há quilômetros de desgrudar-me do deleito, vi-me vitimado por hediondo bulicéfalo, como um que busca descanso em hospício formiguento. Arietavam o crânio por interno, pungindo a cabeça. É o segundo sono junto em que não defunto sossegado. No entretanto, hei-de recolher-me cedamente, no matemático instantâneo que o sonho me chamar. Encontro que encareço de igual jeito ressurgir mais manhazinha e verter-me destas paredes, espoletar-me em roteiro à cidade no bojo dum coletivo amontoado, e envolver-me à mesa de um café onde as várias lâminas de um livro me arrombariam as pálpebras. Ah, quemedera raiar meus dedos na haste de plástico pintante sobre o sufite virgem e lá fecundar-me em caligrafia. Mas estou inadimplente de iniciatividades. &lt;br /&gt;Estarei eu um eterno Hamlet das páginas? Um rio sem travessia? Eu sou o homem e seu talvez.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3649695-83503998?l=dellibar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649695/posts/default/83503998'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649695/posts/default/83503998'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dellibar.blogspot.com/2002_10_20_archive.html#83503998' title=''/><author><name>Dellibar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436241677900400235</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3649695.post-83495059</id><published>2002-10-25T00:43:00.000-03:00</published><updated>2002-10-25T00:43:21.096-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Navegantes amigos&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Mudei meu sistema de comentários. Perdi os antigos derramamentos de meus leitores, mas espero com isso facilitar-lhes o caminho, já que o antigo sistema era indigno de meus córregos. Obrigado àqueles que deram sugestões. Agora, sirvam-se, ou melhor, derramem-se. Beijos líquidos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3649695-83495059?l=dellibar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649695/posts/default/83495059'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649695/posts/default/83495059'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dellibar.blogspot.com/2002_10_20_archive.html#83495059' title=''/><author><name>Dellibar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436241677900400235</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3649695.post-83395033</id><published>2002-10-23T04:55:00.000-03:00</published><updated>2002-10-23T04:55:09.316-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Acabei de acabar este &lt;i&gt;template&lt;/i&gt;. Este templo de insacralidades. Está com cheiro de chamas. Está com Monet, com um convite para provarmos com os lábios a frágua abaixo de Dellibar. É também contraído de Baudelaire e ainda não se curou de Manoel de Barros. Mas o mais desimportante: é um templo adoecido de mim. Não foi infecção roubada de alguéns, nem veio embutido ao bugspot. É tão só criação destes dedos de abrir coca-cola e acender lâmpadas. É sobretudo mais bonito, não por ser de fato, mas porque temos a inclinação visceral de amarmos as nossas criações.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3649695-83395033?l=dellibar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649695/posts/default/83395033'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649695/posts/default/83395033'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dellibar.blogspot.com/2002_10_20_archive.html#83395033' title=''/><author><name>Dellibar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436241677900400235</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3649695.post-83380570</id><published>2002-10-22T22:30:00.000-03:00</published><updated>2002-10-23T04:28:42.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Caros amigos&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Meu sistema de comentários é tão lento quanto este que vos escreve. Isso é ruim para os leitores do blog e não menos irritante para os leitores dos comentários. Será que algum de meus estimados teria alguma dica para mim? Algum outro &lt;i&gt;site&lt;/i&gt; que forneça serviços mais ágeis, por exemplo? Por favor, entrem em contato. &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3649695-83380570?l=dellibar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649695/posts/default/83380570'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649695/posts/default/83380570'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dellibar.blogspot.com/2002_10_20_archive.html#83380570' title=''/><author><name>Dellibar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436241677900400235</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3649695.post-83285690</id><published>2002-10-21T03:36:00.000-03:00</published><updated>2002-10-21T03:37:47.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;i&gt;Sou daquelas almas que as mulheres dizem que amam, e nunca reconhecem quando encontram; daquelas que, se elas reconhecessem, mesmo assim não as reconheceriam. Sofro a delicadeza dos meus sentimentos com uma atenção desdenhosa. Tenho todas as qualidades, pelas quais são admirados os poetas românticos, mesmo aquela falta dessas qualidades, pela qual se é realmente romântico. Encontro-me descrito (em parte) em vários romances como protagonista de vários enredos; mas o essencial da minha vida, como da minha alma, é não ser protagonista.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt; Bernardo Soares (uma das pessoas de Pessoa) &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3649695-83285690?l=dellibar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649695/posts/default/83285690'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649695/posts/default/83285690'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dellibar.blogspot.com/2002_10_20_archive.html#83285690' title=''/><author><name>Dellibar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436241677900400235</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3649695.post-83156594</id><published>2002-10-18T03:10:00.000-03:00</published><updated>2002-10-18T13:51:41.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;“Você precisa se modernizar”, dizia para mim Adalberto Müller Jr., o maior professor que tive na UFPR. A respeito dele, eu poderia dizer que éramos pouco mais que professor e aluno: éramos quase amigos. Trocávamos escritos e elogios.&lt;br /&gt;Apesar disso, Adalberto nunca deixou de apontar criticamente um viés romântico em meus textos. Não sem motivo: a temática destes girava muitas vezes em torno da solidão, do amor, da angústia. Além desses detalhes, a forma utilizada sempre fora o soneto, decassílabo - como manda a cartilha camoniana.&lt;br /&gt;O comentário do professor data de 5 anos atrás, quando eu acabara de tocar Chopin no piano de uma amiga. Aquela frase me soou tão importante quanto pontiaguda. Não que tocar Chopin significasse um anacronismo, mas o problema era não &lt;i&gt;tocar nada que tivesse sido feito há menos de 100 anos&lt;/i&gt;. “Você precisa se modernizar” foi como um daqueles comentários do qual nos lembramos quando nos damos conta de sua discreta realidade. Posso dizer que “me dei conta” apenas há dois anos.&lt;br /&gt;O chamado “mal do século”, não sobreviveu ao século XX, mas conseguiu se instalar em mim, de modo que eu me sentia como que nascido na época errada, tão obsoleto quanto jovem. A autopiedade me atingia inclusive através desse sentimento de extemporaneidade: eu era o último dos homens.&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Patético&lt;/i&gt; não seria um termo menos apropriado para definir tudo isso, com sua raiz etimológica remetendo à palavra &lt;i&gt;dor&lt;/i&gt; e seu sentido mais coloquial sugerindo o &lt;i&gt;ridículo&lt;/i&gt;. Patético, porque toda essa carga emocional de singularidade não era senão uma bela fachada para a soberba e para um ego inchado.&lt;br /&gt;Entretanto, a despeito de meu orgulho, que insisto em considerar minha maior virtude, sempre fui o mais árduo crítico de mim mesmo toda vez que julguei-me equivocado. Essa minha crítica, porém, não incidia de uma forma cristã - penitente e choraminguenta - mas com vontade de superação e rancor contra os valores pessoais que queria enterrar. Aliás, era exatamente isso que estava em jogo: um seputamento, e para isso bastaria perceber um motivo para a eutanásia de meu eu oitocentista.&lt;br /&gt;Ora, encarar minha própria obsolescência foi um processo paulatino, no qual influíram dois mitos e uma deusa.&lt;br /&gt;A deusa, ela leva o nome de Palas, não exatamente a deusa de 3000 anos, mas a de 25, com seus segredos e seus olhos. Há muito tempo eu não a trato pelo nome, mas a chamo pelo vocativo mais apropriado: “meu amor”. Falar sobre ela me é um tentador convite à digressão, de modo que deixarei um vácuo neste parágrafo, bastando citá-la como influência superlativa em minhas renovações.&lt;br /&gt;Quanto aos mitos, eles pertenceram também ao século XIX, mas foram seres que anteviram o próximo século e obrigaram os estudiosos a escrever seus nomes em quase toda obra importante sobre a modernidade: Charles Baudelaire e Friedrich Nietzsche.&lt;br /&gt;Falar de Nietzsche é tão demorado quanto complexo, pois este sujeito suscita ódios e paixões tão logo termina uma frase. Mas não entrarei na polêmica, não aqui neste post, pois já estou sendo tão prolixo quanto o bigode do filósofo e ainda não cheguei ao assunto motivador destas palavras tão atrasadas. Baudelaire.&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Tu que, como uma punhalada, entrou em meu coração&lt;/i&gt;. Foi assim que Baudelaire surgiu para mim. Ainda tenho a cicatriz, mas a dor já quase não sinto. Ler Baudelaire foi uma ferida sem precedentes: este poeta escrevera há quase 150 anos uma das maiores obras que a humanidade testemunhou – &lt;i&gt;Les Fleurs du Mal&lt;/i&gt; – um conjunto de poemas de terrível beleza, de uma ousadia e de um poder de sedução inigualáveis, atingindo o leitor com sua penetrante realidade, com seu &lt;i&gt;spleen&lt;/i&gt;, seu charme e sobretudo sua modernidade. Baudelaire que, no auge do movimento romântico, já descortinava a urbanidade e sua carga dramática, o vai-e-vem da multidão e seus solitários personagens – um tema que hoje se tornou tão comum, quase à exaustão, mas que teve em Baudelaire seu precursor. E eu, remoendo ainda essas descobertas, via em seus poemas tudo aquilo que desejara escrever, todos os sentimentos que me dedilhavam e que não encontrara ressonância em parte alguma. A alegria de ser representado foi tão aguda quanto o estarrecimento de saber-me extemporâneo, fora de sintonia com um tempo que mastigou tudo e ainda não conseguiu digerir o que dilacerou – este fragmentado hoje. Ora, Baudelaire percebeu e escreveu, tal qual eu mais de cem anos depois vi e percebi com meu remoto &lt;i&gt;esprit&lt;/i&gt; um mundo tão belo quanto efêmero. &lt;br /&gt;Antes de ler Baudelaire eu já desejara escrever seus poemas. Mas ainda que não fosse plágio reproduzir suas mesmas palavras, seria tampouco original não ter olhos e tinta para traduzir o meu tempo. Preparei então meus sentidos para viver este mundo, que se chama agora. Este mundo tem Piazzolla e Manoel de Barros, Paco de Lucia, Jorge Luis Borges e Miles Davis. E tem a nós. &lt;br /&gt;Entretanto, uma reminiscência de um eu antigo ainda saliva no homem desta página. E sonha escrever poemas que já foram feitos. Diante desta pequena loucura de projeto inexeqüível, este homem satisfaz esse delicado arcaísmo traduzindo. &lt;br /&gt;Eis que são de doze sílabas poéticas cada verso, sendo que haverá sempre a incidência de uma tônica na sexta. As rimas são tão ricas quanto consoantes. As palavras foram recriadas para manter um compromisso com a estrutura do texto, sem contudo perder a essência da mensagem. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;A UNE PASSANTE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;La rue assourdissante autour de moi hurlais.&lt;br /&gt;Longue, mince, en grand deuil, douleur majestueuse,&lt;br /&gt;Une femme passá, d’une main fastueuse,&lt;br /&gt;Soulevant, balançant le feston et l’ourlet;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agile et noble avec sa jambe de statue.&lt;br /&gt;Moi, je buvais, crispe comme un extravagant,&lt;br /&gt;Dans son oeil, ciel livide où germe l’ouragant,&lt;br /&gt;La douceur que fascine et le plaisir que tue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Un éclair... puis la nuit! – Fugitive beauté,&lt;br /&gt;Dont le regard ma fais soudainement renaître,&lt;br /&gt;Ne te verais-je plus que dans l’éternité?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ailleurs, bien loin d’ici! trop tard! jamais peut-être!&lt;br /&gt;Car j’ignore où tu fuis, tu ne sais où je vais,&lt;br /&gt;Ô toi que j’eusse aimée, ô toi qui le savais!&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;A UMA PASSANTE&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A rua ao meu redor era um árduo alarido.&lt;br /&gt;Magra, alta, em luto esplêndido, dor majestosa,&lt;br /&gt;Uma mulher passou, com sua mão luxuosa,&lt;br /&gt;Erguendo, balançando a barra do vestido;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ágil com suas pernas de escultura fina.&lt;br /&gt;Eu, bebia, crispado como um passional,&lt;br /&gt;Em seus olhos, céu claro onde age o temporal,&lt;br /&gt;A doçura que encanta e o prazer que assassina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um raio... então a noite! – Fugente beldade,&lt;br /&gt;De quem o olhar me fez nascer mais uma vez,&lt;br /&gt;Não te verei jamais senão na eternidade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tarde demais! além daqui! nunca talvez!&lt;br /&gt;Pois não sei onde estás, nem tu para onde vou,&lt;br /&gt;Ser que eu teria amado, ó ser que o decifrou!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Charles Baudelaire&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Trad: &lt;b&gt;Dellibar&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3649695-83156594?l=dellibar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649695/posts/default/83156594'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649695/posts/default/83156594'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dellibar.blogspot.com/2002_10_13_archive.html#83156594' title=''/><author><name>Dellibar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436241677900400235</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3649695.post-83103685</id><published>2002-10-17T02:35:00.000-03:00</published><updated>2002-10-17T02:35:25.920-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Estou em lacerante déficit com este rio. O tempo me esmaga; e quando alivia, meu corpo pede distrações e cama. Esta é a última semana de sacrifícios. Última. &lt;br /&gt;Convidei Baudelaire a visitar estes córregos. Ele aceitou. Para logo...&lt;br /&gt;Voltarei a ter leitores?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3649695-83103685?l=dellibar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649695/posts/default/83103685'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649695/posts/default/83103685'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dellibar.blogspot.com/2002_10_13_archive.html#83103685' title=''/><author><name>Dellibar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436241677900400235</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3649695.post-82159051</id><published>2002-09-26T16:45:00.000-03:00</published><updated>2002-09-26T16:49:39.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;i&gt;No fim das contas, penso que devemos ler somente livros que nos mordam e piquem. Se o livro que estamos lendo não nos sacode e acorda como um golpe no crânio, por que nos darmos ao trabalho de lê-lo? Para que nos faça feliz, como diz você? Meu Deus, seríamos felizes da mesma forma se não tivéssemos livros. Livros que nos façam felizes, em caso de necessidade, poderíamos escrevê-los nós mesmos. Precisamos é de livros que nos atinjam como o pior dos infortúnios, como a morte de alguém que amamos mais do que a nós mesmos, que nos façam sentir como se tivéssemos sido banidos para a floresta, longe de qualquer presença humana, como um suicídio. Um livro tem de ser um machado para o mar gelado de dentro de nós. É nisso que acredito. &lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="right"&gt;Franz Kafka, em correspondência para seu amigo Oskar Pollak&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3649695-82159051?l=dellibar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649695/posts/default/82159051'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649695/posts/default/82159051'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dellibar.blogspot.com/2002_09_22_archive.html#82159051' title=''/><author><name>Dellibar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436241677900400235</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3649695.post-81865569</id><published>2002-09-20T08:09:00.000-03:00</published><updated>2002-09-23T01:34:27.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;body bgcolor="#CC0000"&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;i&gt;&lt;font color="#CC0000"&gt;Um singelo violão dorme no regaço de um homem magro. Outro, à vontade junto ao corpo de um segundo senhor, mal parece perceber a existência de um terceiro homem, sentado em cima de uma caixa, com o corpo arcado, como que cansado. Há um estrado próximo a eles, onde uma senhora de cabelos presos e vestido se posiciona. &lt;br /&gt;Os movimentos são de uma leveza felina - reinaria ali a indolência, não fosse a expectativa de quem olha. Ouvem-se os murmúrios da preparação. Um pigarro, um estalo na cadeira, uns cochichos, o atrito dos corpos no tecido das poltronas. As guitarras também sussurram suas possibilidades no ritual da afinação, onde as mãos trabalham mecanicamente e o ouvido é atencioso e exigente como um pai; mais do que um protocolo que precede o espetáculo, o guitarrista deliba o som de seu artefacto e este sorve-lhe o calor: conectam-se. &lt;br /&gt;Não romantizemos esta simbiose – há aqui o instrumento e seu senhor; este doma e aquele serve. Como o mago o seu cajado, o cavaleiro a sua espada. O homem sem seu instrumento não é mais que um homem; do contrário, é alguém a se temer. &lt;br /&gt;Súbitio. A elegância levanta-se como um sabre. Segue-se um silêncio de pedra, como de dois guerreiros que se encaram. É uma calma tensa. Os membros se congelariam não fosse o incêndio que ainda. Pois as mãos os pés a garganta engatilhados.&lt;br /&gt;Um amor violento esse flamenco. Como percorresse por todos os pêlos uma aragem de Marte que despertasse vermelhos. O corpo arrancando faíscas onde quer que toque, as guitarras exibindo suas seis veias de brasa. Há que se evitar queimar os dedos, tocando-as como quem não as encosta, de modo que não se visse o que se tange, embora o que se ouça estremeça!&lt;br /&gt;Faz-se preciso temer os olhos daquela que dança. São eles uma curva no espaço-tempo. Sua densidade é uma violência de atração da qual a luz não escapa. São dois astros escuros que arrancam o íntimo e o encarceram em enigma. Dois ciclones insuflando 120 pulsações.  &lt;br /&gt;E &lt;/i&gt;el cajón&lt;i&gt;, de cujo nome se espera passos de batalha? Passos que, a semelhança das palmas e dos sapatos, violentassem o chão e dele arrancassem o vermelho terrível dos vulcões. São as botas dos mouros invadindo a Ibéria? O trote do animal que espreita para matar? &lt;br /&gt;Ambos, assim como ímpeto e dor são as duas cordas que vibram inseparavelmente na garganta &lt;/i&gt;del cantaor&lt;i&gt;. Este que nos faz temer e amar pelo poder de seus fonemas, que são ecos. De sangue.&lt;br /&gt;Porque à corte precede a guerra. Os sonidos bélicos são a intimidação e o terror que antecipam a conquista. A sagração da carne no delírio de rubis líquidos.&lt;br /&gt;O flamenco é repentino como seu último acorde, que é uma morte súbita. No entanto, em cada compasso de sua existência ele desencadeia uma fúria que deve ser atingida. O som e a fúria das pulsações. A ousadia, a elegância e a violência do vermelho. &lt;/font&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://dellibar.no.sapo.pt/sarabaras.jpg" border="0" alt="Sara Baras"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;/body&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3649695-81865569?l=dellibar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649695/posts/default/81865569'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649695/posts/default/81865569'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dellibar.blogspot.com/2002_09_15_archive.html#81865569' title=''/><author><name>Dellibar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436241677900400235</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3649695.post-81564442</id><published>2002-09-13T15:56:00.000-03:00</published><updated>2002-09-16T23:55:50.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Vivi em Curitiba toda minha vida, mas não nasci aqui. Sorvi a primeira lufada de ar em Paranaguá, cidade portuária no litoral do Paraná, em 21 de fevereiro, o que para mim é como nascer em 14 de agosto ou 8 de dezembro - não mistifico datas, mas gosto delas pelo amor aos números. Meus pais moravam em Matinhos, outra cidade litorânea, mas lá não havia maternidade. Assim, nasci no porto, mas não como tantos outros, filhos de marinheiros nômades e de mães de olhar mareado, mas de pais muito dedicados na nascente de meus dias. Mas, como muitos, sou descendente de Poseidon. Vim para a capital com apenas um ano e posso me dizer curitibano. &lt;br /&gt;Tendo mãe oriental e pai caiçara, este aqui com uma mistura labiríntica de sangues, consegui o rosto que você conheceu por fotos, e que, oxalá, conheça um dia pessoalmente. &lt;br /&gt;É claro que tenho muitas histórias que juntas formam um delta complexo onde tudo, ou quase, pode ser explicado. Poder-se-ia descobrir porque tomo café quase todos os dias e porque nunca deixo de tomar coca-cola. Também se poderia deduzir porque experimentei alguns charutos e cachimbos para depois esquecê-los em correntes que se perderam. Já o álcool, nunca me quis, não sei por quê. Viajando por meus córregos, você poderia se deparar com o dia em que Astor Piazzolla me compreendeu, ele que agora ocupa em meus ouvidos o mesmo lugar que Chopin, Mozart, Beethoven e Rachmaninoff ocuparam. Ou mesmo o momento em que fui incendiado pelo flamenco.&lt;br /&gt;O piano costumava me tocar, mas me abondonou quando os cupins me deixaram oco. E agora o espaço de meu leito é preenchido por líquidos cálidos.&lt;br /&gt;Este rio tem muitos rumores. &lt;br /&gt;A você navegante, saiba que teso ficará na superfície e boiará, ao passo que ao deixar mergulhar-se você me será. Mas lembre-se: o batismo não é um ritual de afogamento. Banhe-se apenas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3649695-81564442?l=dellibar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649695/posts/default/81564442'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649695/posts/default/81564442'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dellibar.blogspot.com/2002_09_08_archive.html#81564442' title=''/><author><name>Dellibar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436241677900400235</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3649695.post-81471393</id><published>2002-09-11T17:16:00.000-03:00</published><updated>2002-09-13T00:58:48.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Hoje, retomei meu primeiro post nesta página. Acrescentei um prefácio ao blog, para registrar com mais respeito aos leitores o porquê da existência deste espaço. Acrescentei também uma foto, para que os que aqui me visitam tenham um nuance de seu interlocutor.&lt;br /&gt;Estou gostando de estar aqui, e como este é meu lar na teia digital, estou buscando aprimorar meus conhecimentos internéticos para poder manifestar melhor minha necessidade de me ser para &lt;i&gt;o outro&lt;/i&gt;. &lt;br /&gt;&lt;i&gt;Um pouco de mim. Você quer?*&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;Agradeço à &lt;a href="http://posta.blogspot.com/"&gt; Rosane &lt;/a&gt; pelo carinho com que tem me ensinado a usar melhor os recursos plásticos da rede. Seria-me impossível não mencionar sobretudo à &lt;a href="http://bussola.weblogger.com.br/"&gt; Camille Bleue&lt;/a&gt;, cujo blog foi o primeiro que li e o que me fez pensar em criar um espaço semelhante (onde anda você, minha Camille?). &lt;i&gt;Last but not least&lt;/i&gt;, derramo aqui a fonte maior de minha alegria: &lt;a href="http://palasatena.blogspot.com/"&gt; Palas Atena&lt;/a&gt; - a pessoa, a deusa e o que ela representa.&lt;br /&gt;Após a rasgação de seda, necessária e expontânea, fica aqui a sugestão de mergulho ao primeiro post de Dellibar. &lt;br /&gt;Beijos de rosas que se desabrocham em delírios vermelhos.&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://dellibar.no.sapo.pt/Red_Rose.jpg" border="0"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;font face="Sylfaen" size="1"&gt;*João Gilberto Noll, in &lt;i&gt;Canoas e Marolas&lt;/i&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3649695-81471393?l=dellibar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649695/posts/default/81471393'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649695/posts/default/81471393'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dellibar.blogspot.com/2002_09_08_archive.html#81471393' title=''/><author><name>Dellibar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436241677900400235</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3649695.post-81363401</id><published>2002-09-09T14:31:00.000-03:00</published><updated>2002-09-20T16:05:31.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Há muito tempo que a palavra &lt;i&gt;poeta&lt;/i&gt; me aborrece. É uma coisa pessoal, eu sei. Em Curitiba, os poetas nos param na rua para vender seus textos: "Você gosta de poesia?". Gosto sim, eu responderia, se me fosse possível dizer a verdade. Oh não, dizer a verdade implicaria depois dizer-lhes, após breve consulta, que seus poemas são ruins. Ora, ficou muito fácil escrever poetices: o custo com material é nulo, e a matéria prima dessa arte (a palavra) é bastante familiar; basta então algumas paranomásias e metáforas para construir uma obra genial, segundo os olhos de quem produz. É claro que quando não apreciamos sua arte, esses fazedores de verso sorriem, como se seus lábios dissessem - "você não tem sensibilidade para minha grandeza!". Realmente. Na faculdade, principalmente na área de humanas, os poetas pululam. Na cantina, interrompem meu café para mostrar os trocadilhos que cometeram. Não sou mais cruel e digo que são "interessantes" ou "legais". Esses dois eufemismos são para mim muito úteis nessas situações. Eu sou um ex-estudante tomando seu café ou coca-cola. Por que precisariam de meu assentimento? Ou do meu colega na mesa ao lado? Carece o poeta de amigos, poetas também, um grupo que se auto-sustente num tiroteio de elogios?&lt;br /&gt;Alguns artesãos da palavra, porém, bem mereciam uma obra que pudéssemos comprar na livraria, ou acharmos na biblioteca pública. Na mesma faculdade, tive muita sorte de encontrar uma grande mulher que hoje divide minha vida e seus versos, de uma beleza irresistível. Outra meia-dúzia de amigos me são tão caros quanto seus escritos são preciosos. Há, claro, aqueles que me conquistaram menos por seu espírito que por suas palavras no papel. Mas não é esse o caso de Jorge Barbosa. Este adolescente quarentão foi meu antagonista no Centro Acadêmico e depois de algumas farpas se tornou um de meus melhores amigos. "Um histrião!" - eu lhe chamei, alguns meses antes de lhe dizer "um camarada!". Jorge deixou saudade, agora que está no Rio. Deixou porque é um homem com quem se pode contar, sendo seu amigo. Deixou porque sua companhia é garantia de gargalhadas. E deixou porque &lt;b&gt;sabe&lt;/b&gt; escrever como poucos. Jorge consentiu que aqui eu registrasse seu talento. Para mim, é uma honra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Terceira Pedra&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inscrevo nessa pedra&lt;br /&gt;com saliva e suor sereno&lt;br /&gt;o epitáfio vivo e ingênuo&lt;br /&gt;do meu nome e do meu ser em volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inscrevo, ainda mais, nela&lt;br /&gt;com sangue e sêmen de astronauta,&lt;br /&gt;a história dos vôos da alma&lt;br /&gt;naquilo que serei, sou e era.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa coisa que no céu levita&lt;br /&gt;e no nosso ser navega,&lt;br /&gt;uiva em tuas mãos aflitas:&lt;br /&gt;as línguas do mar e da terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma lua cheia de lua nova,&lt;br /&gt;fúria de imperfeita forma&lt;br /&gt;que no fundo, é um afago que te acalma&lt;br /&gt;onde quer que eu esteja,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;pois nela não há alguma ciência:&lt;br /&gt;há apenas a terceira pedra,&lt;br /&gt;a distância que nos integra&lt;br /&gt;em nosso olhar de reticências. &lt;br /&gt;&lt;img src="http://dellibar.no.sapo.pt/Aurora_110601_Red-Moon.jpg" border="0"&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3649695-81363401?l=dellibar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649695/posts/default/81363401'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649695/posts/default/81363401'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dellibar.blogspot.com/2002_09_08_archive.html#81363401' title=''/><author><name>Dellibar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436241677900400235</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3649695.post-81075882</id><published>2002-09-03T01:57:00.000-03:00</published><updated>2002-09-03T01:57:45.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Em Curitiba, o inverno não foi tão rigoroso quanto em anos passados. Bom para quem foi às compras nestes últimos dias e pode aproveitar um grande estoque de roupas quentes em liquidação por conta da moderação dos dias que se esperavam gelados e intensos. Gelados sim, mas pouco intensos: assim foi a estação. Isso estávamos nós dizendo há até três dias atrás. Zombamos do inverno e agora ele troça de nós. Começo de setembro, prelúdio de primavera e os dedos doendo de frio. Além desses meus apetrechos usuais para sobreviver ao frio, como um aquecedor a óleo, ceroulas, meias de lã e muitas blusas, recorro à memória de beijos para aquecer também partes mais íntimas de meu invólucro. Beijos de cores quentes escorrendo pescoço abaixo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3649695-81075882?l=dellibar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649695/posts/default/81075882'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649695/posts/default/81075882'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dellibar.blogspot.com/2002_09_01_archive.html#81075882' title=''/><author><name>Dellibar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436241677900400235</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3649695.post-80987766</id><published>2002-09-01T06:28:00.000-03:00</published><updated>2002-09-01T06:34:58.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Aos meus ainda poucos leitores, sei que lhes tenho sido pouco dedicado. Uma semana agitada, esta última. O sono anda mais desregulado do que de costume, ainda que o de costume seja já tresloucado. De sexta-feira para sábado, não dormi, e permaneci acordado até as primeiras horas de hoje, domingo, quando o sono me abateu com violência. ainda assim, acordei agora há pouco com o computador ligado e aqui resvalei, arrastado por uma necessidade mais de satisfazer os respingos nesta margem do que por verdadeira vocação. Ora, o sono ainda me acompanha, severo inimigo, e me faz ser sincero por demais querer evitar. Converso com uma amiga, agora. Ora, o amor. O amor é um jogo de sangue. Há vencedores e derrotados e, ainda que o troféu seja a carne, o coração deve estar sob sete paredes, ainda que vislumbrado por janelas antigas. Há que se vestir em vemelho. O momento de sua entrega será não mais que uma condescendência à presa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3649695-80987766?l=dellibar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649695/posts/default/80987766'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649695/posts/default/80987766'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dellibar.blogspot.com/2002_09_01_archive.html#80987766' title=''/><author><name>Dellibar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436241677900400235</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3649695.post-80560514</id><published>2002-08-22T05:22:00.000-03:00</published><updated>2002-08-22T05:22:42.880-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>A noite está fugindo para o oeste. Logo os vampiros dormiremos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3649695-80560514?l=dellibar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649695/posts/default/80560514'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649695/posts/default/80560514'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dellibar.blogspot.com/2002_08_18_archive.html#80560514' title=''/><author><name>Dellibar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436241677900400235</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3649695.post-80447119</id><published>2002-08-19T19:06:00.000-03:00</published><updated>2002-08-20T00:29:28.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Criei uma grande antipatia pela revista Veja. Sendo a revista mais lida do país, é vergonhosa como ela se deixa contaminar pela puxassaquês em relação ao governo e a depreciação contínua das oposições. Por isso, há muito tempo que não acho a Veja uma revista séria em se tratando de política.&lt;br /&gt;Apesar disso, não deixo de ler a revista. Faço questão de não comprá-la, assim como faço questão de ler seu conteúdo quando o assunto me interessa, ou mesmo quando estou curioso. É uma revista fácil de ser encontrada, na casa da namorada, amigo, em um café, ou, como sói acontecer, online – na UOL.&lt;br /&gt;Esta semana, a revista - (Edição 1 765 - 21 de agosto de 2002) -traz como destaque uma matéria alarmante, cuja leitura é obrigatória para aqueles que se preocupam com o amanhã – &lt;i&gt;A Terra pede socorro&lt;/i&gt;, escrito por Daniel Hessel Teich, tendo como mote “&lt;i&gt;Dez anos depois da Eco 92, há pouco para comemorar. A poluição e o uso predatório dos recursos naturais aceleraram o efeito estufa e a destruição das florestas. Mas existem formas de corrigir esses erros&lt;/i&gt;”.&lt;br /&gt;Há muito tempo que o discurso ecológico tomou conta da mídia e vem sendo explorado com um certo sensacionalismo, de modo que não raro nos cansamos das manchetes que denunciam esse tipo de violência contra o planeta, passando à margem de suas declarações de praxe, velhas conhecidas nossas. &lt;br /&gt;A matéria da Veja, porém, conseguiu apurar bem e competentemente dados muito pouco conhecidos para o público comum, aquele que não vai atrás da informação mas espera que esta chegue até ele. Uma das impressões a que se pode chegar a partir da leitura do texto é de que ainda hoje nós, brasileiros, somos santos em comparação com os Estados Unidos quando o assunto é devastação ambiental. A Europa e o Japão não ficam muito atrás dos ianques. O que acaba ficando claro é que a riqueza das nações, com todas suas parafernálias poluentes, tem trazido sérios prejuízos à natureza, de modo que nem ela nem seus recursos seriam capazes de suportar a elevada qualidade de vida de um utópico mundo justo e igual. Desolador, pois mudar os mecanismos de depredação, assim como consertar seus devastadores efeitos, implica gastos que poderiam, mas não necessariamente, afetar a qualidade de vida desses mesmos países. Assim, seriam poucos os governantes atuais que adeririam aos clamores dos ambientalistas, provando que não só o lixo doméstico deve ser reciclado, como também um outro tipo de dejeto, esse proveniente de uma cultura de eleitores com uma pobre visão de mundo, a qual o Brasil não representa exceção. &lt;br /&gt;A alguns destaques da matéria não posso deixar de fazer menção. &lt;br /&gt;“&lt;i&gt;Um estudo do Fundo Mundial para a Natureza (WWF), divulgado no mês passado, estima que o homem ultrapassou em 20% os limites de exploração que o planeta pode suportar sem se degradar. O cálculo partiu do pressuposto de que se pode explorar até 1,9 hectare por ser humano. Qualquer avanço além dessa cota nos deixaria sujeitos a catástrofes meteorológicas, como enchentes e secas, e perda de qualidade de vida para as populações futuras. Nessa conta, já estamos no vermelho, com a dívida contraída com a Mãe Natureza crescendo de forma assustadora. A média mundial de exploração é de 2,3 hectares por pessoa, contra 1,3 hectare há quarenta anos. A distribuição é desigual. O Brasil mantém-se na média, enquanto os países africanos usam apenas 1,4 hectare. Já a Europa e os Estados Unidos superam violentamente a marca, registrando respectivamente 5 hectares e 9,6 hectares por pessoa. Significa que estão de duas a cinco vezes além da média mundial&lt;i&gt;&lt;/i&gt;”. &lt;br /&gt;&lt;i&gt;“&lt;/i&gt;Uma pressão desabusada é exercida sobre os ecossistemas de água doce, que têm sido destruídos pela poluição e pelo uso descontrolado. Sete de cada 10 litros utilizados pelo homem são destinados à agricultura, e mais da metade dela é perdida em sistemas de irrigação ineficientes. Cerca de metade desses ecossistemas já foi arruinada, e pelo menos 20% das 10.000 espécies conhecidas de organismos aquáticos já foram ou estão sob ameaça de extinção. Estima-se que 30% das maiores bacias hidrográficas perderam mais da metade de sua cobertura vegetal, reduzindo a qualidade da água e aumentando os riscos de enchente. Cerca de 40% da população do planeta vive em regiões com escassez de água potável, o que limita o desenvolvimento econômico, a agricultura e os cuidados sanitários. "Até agora nossa prodigiosa habilidade para expandir a população e aumentar o nível de consumo material ultrapassou de longe nossa habilidade para entender e responder aos problemas que estamos criando para nós mesmos", disse Christopher Flavin, presidente do Instituto Worldwatch&lt;/i&gt;&lt;i&gt;”.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;Em se tratando da matéria de capa da revista, é claro que há muito mais a ser lido do que os destaques aqui contemplados. Aos que chegaram até aqui, apesar da extensão do &lt;i&gt;post&lt;/i&gt;, convido-os a lerem a matéria toda e a recomendarem aos conhecidos. &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3649695-80447119?l=dellibar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649695/posts/default/80447119'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649695/posts/default/80447119'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dellibar.blogspot.com/2002_08_18_archive.html#80447119' title=''/><author><name>Dellibar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436241677900400235</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3649695.post-80214134</id><published>2002-08-14T00:10:00.000-03:00</published><updated>2002-08-15T22:17:22.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Ainda não sou bem vivido a usar este espaço, quanto no que toca ao hábito de aqui deambular tanto às artimanhas necessitadas para bem bolinar as opções (ou a falta delas) de que disponho. Ontem, e.g., após escrevinhar muitos palavreados que figurariam neste não-lugar há pelo menos 24 horas e 32 minutos atrás, todo contento decidiu evadir-se por um portal dimensional. Isso porque intentei usufruir, por impuro costume, uma das teclas de atalho mais ordinárias do &lt;i&gt;Word &lt;/i&gt;– &lt;i&gt;ctrl &lt;/i&gt;+ &lt;i&gt;r&lt;/i&gt;, que, nesse sóftuer, corresponde à função &lt;i&gt;repetir digitação&lt;/i&gt;. Após espantar com um brado – “Carai!” – o gato que fanfarronronava em meu regaço, desconcluí por renunciar o reforjar do pretexto, relegando para hoje a faina. Ei-lo abaixo: &lt;br /&gt;Há algo que deve ser dito a respeito das aulas de inglês. Sábado último, estreei como professor em três turmas novas, cada uma delas com duas horas de duração. O discurso foi o mesmo em todas elas, embora os meus interlocutores compreendessem diferentes níveis, do introdutório ao pré-intermediário.&lt;br /&gt;“Antes de tudo, gostaria de estabelecer entre nós um acordo. Não se trata de nada registrado em cartório, portanto valerá aqui minha palavra e minha crença na adesão de todos vocês. Não sou um homem otimista, mas a confiança que deposito em meus alunos é tão só fruto daquilo que é a razão de ser da relação professor-aluno”.&lt;br /&gt;“Indo ao que interessa, direi apenas que nosso acordo terá um termo único: franqueza. Gostaria de estabelecer entre nós uma relação honesta e aberta, sendo que cumprirei a parcela que me cabe a partir de agora, nesta aula. Quanto a vocês, peço algo mais difícil: reflexão sobre minhas palavras e confiança em meus métodos. Como vêem, não peço de vocês nada acima do que um técnico de um time de futebol esperaria de seus jogadores, levando-se em conta que um time tem mais chances de sucesso quando há entrosamento entre todos os atletas e estes com o seu técnico (ou professor, no próprio jargão futebolístico), sem esquecer de que a atividade que se realiza é um esforço conjunto, um trabalho em equipe”.&lt;br /&gt;“Portanto, acredito que, da parte de vocês, quando tiverem qualquer objeção em relação à minha desenvoltura ou comportamento em sala de aula, reportarão essas observações primeiramente a mim, lembrando-se de nosso compromisso de franqueza, com uma conversa aberta e amigável, pois será nesse tom que tratarei a todos”.&lt;br /&gt;“Vamos aos fatos. O curso ao qual vocês se matricularam prevê 3 anos e meio para que se formem e adquiram o diploma que atestará sua proficiência no idioma inglês. Eu imagino que todos vocês, ou pelo menos a grande maioria, acredite que poderá então assistir aos filmes americanos e ingleses sem a ajuda de legenda e poderão falar fluentemente com qualquer outra pessoa que domine o idioma em questão. Infelizmente, sinto-me compelido a dizer, isso dificilmente irá acontecer. Percebo o espanto em seus rostos, uma reação mais do que esperada. Aproveito a ocasião para convidar a todos a refletirem comigo sobre a premissa que vigora em qualquer atividade comercial: o lucro. Ora, com a demanda pública de academias de ginástica (com o boom do narcisoculturismo) e escolas de inglês (uma exigência mais recente do mercado, nem tanto por necessidade do que por afetação), não é de se estranhar que esses dois tipos de comércio tenham se propagado por toda a parte, com a promessa de dinheiro fácil nos olhos dos comerciantes, muitos deles vislumbrando a riqueza a curto prazo”. &lt;br /&gt;“O futuro dono de escola de inglês poderá lançar mão de um entre dois principais métodos a sua disposição. O primeiro deles, a “situação A”, é quase sempre escolhido. Ele abrange desde os principais aos mais modestos cursos de inglês de Curitiba. É a essa “situação A” que vocês, alunos, estão submetidos também nesse curso. Ela implica um ensino estruturalista, tendo a gramática como carro-chefe; em outras palavras, o ensino tem como premissa a idéia de que o domínio das estruturas (leia-se gramática) de uma língua é sinônimo de autoridade e fluência nessa língua. As aulas são em sua maioria ilustradas com textos e situações didáticas, criadas para servir como pano de fundo para a explicação das estruturas de uma forma programática. Desde o início, os alunos são orientados a buscar entender o idioma sem passar pelo crivo da tradução, visto que tal processo compromete a dinâmica da comunicação, que demanda rapidez de cognição e resposta. Engraçado, pois como a sintaxe do inglês é bastante semelhante a do português, a tradução é uma tentação inevitável e um hábito certo. A situação dos alunos, assim, não é muito diferente a de um grupo de seminaristas ouvindo as determinações do padre quanto aos pensamentos carnais que eles deveriam evitar, enquanto ao lado do sacerdote posa uma beldade com belas curvas e olhar sedutor". (continua...)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3649695-80214134?l=dellibar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649695/posts/default/80214134'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649695/posts/default/80214134'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dellibar.blogspot.com/2002_08_11_archive.html#80214134' title=''/><author><name>Dellibar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436241677900400235</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3649695.post-80061339</id><published>2002-08-10T05:25:00.000-03:00</published><updated>2002-09-11T15:53:32.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;center&gt;&lt;img src="http://dellibar.no.sapo.pt/piazzolla.jpg" border="0"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;font face="Sylfaen" size="2"&gt;&lt;i&gt;daniel marsch&lt;/i&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem, diversava com um amigo no Café Exprèx. Jefferson Kimura, intelectual, blasé, trajes e cabelos despreocupados (similares aos de Marshall Berman numa foto de 1981, na orelha de "All that is Solid Melts into Air"). &lt;br /&gt;- "Não consigo ser tocado pela poesia contemporânea. Contudo, as artes plásticas, a ficção e o cinema ainda me emocionam, mas não a poesia." - desvelou-me então ele. &lt;br /&gt;Concordei. A poesia que toca se cansou dos livros e se casou com seu antigo amor, a música, sendo Chico Buarque o maior herdeiro. E a poesia do universo editorial iniciou há muito um processo autofágico, restrita ao falar de si mesma. Em alguns casos, porém, com nuances delibares, como em Manoel de Barros, o maior poeta brasileiro dos que ainda possuem um corpo e uma mão para escrever. &lt;br /&gt;Dando prosseguimento ao raciocínio, mesmo a música instrumental já não nos compreende. &lt;br /&gt;Amamos Miles Davis e Paco de Lucia, e suas obras nos enchem de energia, admiração e poder. Mas quando quero ser compreendido, eu recorro a Chopin e Baudelaire, mitos distantes no tempo. &lt;br /&gt;Não queria ser tão antigo assim. &lt;br /&gt;Havia muito, sentia-me extemporâneo, com sentimentos ressoando em obras do séc XIX e a subjetividade arrastando a carga inevitável da modernidade. &lt;br /&gt;Um dia, no entanto, num bar sofisticado, o Original Café, em minha Curitiba, meus sentidos me foram assaltados por uma melodia excêntrica quando um acordeão, uma guitarra, um baixo elétrico, um violão e uma bateria tocaram uma música cujo nome se me tornou tão caro quanto misterioso.  Ela, a música, me compreendia e tocava aquilo que o coração, esta palavra tão pisada, quisera ouvir sem saber. “Libertango” era o nome da obra cujo título demorei alguns dias para descobrir, junto com seu autor, Astor Piazzolla, um nome que sempre ouvi sem que nada me despertasse, sem saber que Piazzolla era imenso, e sua música tinha um poder raro e uma sonoridade arrepiante. Pois este argentino, que há dez anos atrás parou de compor para nos mostrar mais uma vez que a morte é a maior inimiga dos mitos e a única capaz de ratificá-los, concebeu em seu "nuevo tango" signos tão antigos e modernos quanto às vísceras emocionais de seus contemporâneos. &lt;br /&gt;A competição e a massificação da felicidade nos produtos vendáveis não nos roubou o élan demasiadamente humano. Somos, acima de tudo, movidos por paixão, com um certo apego à tristeza. E mesmo em um frio arranha-céu de aço e vidro, em um barraco à beira do esgoto, em um spa nas ilhas Fiji, em um bordel em Buenos Aires, no diário de uma adolescente no cio imperam a guerra, o amor, as lágrimas e a melancolia. &lt;br /&gt;A paixão, a dor e a violência da música de Piazzolla contemplam esses lugares e essas vidas. &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3649695-80061339?l=dellibar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649695/posts/default/80061339'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649695/posts/default/80061339'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dellibar.blogspot.com/2002_08_04_archive.html#80061339' title=''/><author><name>Dellibar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436241677900400235</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3649695.post-80018834</id><published>2002-08-09T04:56:00.000-03:00</published><updated>2002-09-11T08:07:10.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Sempre descompreendi esta minha rivalidade com o sono. Ele está neste inexato momento enovelando-me com seus nove tentadores tentáculos, mas minhas pálpebras estão estóicas como uma fotografia 3x4. São 4h30min de amanhã, e o que posso tanger de minha intimidez do dia que esvai é a sensação de inutilidade e desperdício. Sim, essa neurose me possui, como uma verruga, que me desenfeitava muito mais quando brotou e depois virou paisagem da pele, e eu me pouco importunasse deveramente com ela, com a condição de que a luz do sol não a presenciasse em sua rotina, estóica como minhas pálpebras. BEIJOS DE NENÚFARES COMO EM UM CERTO QUADRO. &lt;br /&gt;&lt;img src="http://dellibar.no.sapo.pt/_511264_monet300.jpg"align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3649695-80018834?l=dellibar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649695/posts/default/80018834'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649695/posts/default/80018834'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dellibar.blogspot.com/2002_08_04_archive.html#80018834' title=''/><author><name>Dellibar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436241677900400235</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3649695.post-79179885</id><published>2002-07-20T02:46:00.000-03:00</published><updated>2002-09-11T17:34:08.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;i&gt;Hoje é dia 11/09/2002 e o leitor atento estará se perguntando o que estou fazendo aqui, no passado, em 20/07. Estou aqui para reeditar o primeiro post. &lt;br /&gt;Este espaço começou de maneira muito informal e um tanto "na louca", como uma tentativa de colocar a prática da escrita em andamento, após anos de inércia. De certo modo, até agora, está dando certo, ainda que não tenha alcançado meu ideal, que seria um post a cada dois dias, na média.&lt;br /&gt;Lendo o primeiro post, me desagradou a maneira como eu o escrevi. Não vou apagar as linhas abaixo, mas segue aqui um breve prefácio àquilo que não está bom. Em primeiro lugar, &lt;b&gt;delibar&lt;/b&gt; não significa "derramar", mas justamente o contrário. A confusão está no fato de que &lt;b&gt;delibar&lt;/b&gt; também significa "libar", mas apenas no sentido de "sorver". De &lt;b&gt;libar&lt;/b&gt;, tive em mente alcançar o sentido de &lt;b&gt;libação&lt;/b&gt;, mas não fui muito feliz, pois a ligação entre esta e &lt;b&gt;delibar&lt;/b&gt; ficou assaz obscura e errônea. Desse modo, retomando o Aurélio:&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;libação&lt;/b&gt; . [&lt;i&gt;Do lat. libatione&lt;/i&gt;.] S. f. 1. Ato de libar. 2. Entre os pagãos, ritual religioso que consistia em derramar um líquido de origem orgânica (vinho, óleo, leite, etc.) como oferenda a qualquer divindade. 3. Ato de libar ou de beber, mais por prazer que por necessidade.&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Tendo o segundo sentido como foco, sagrarei esta escrita líquida como oferenda aos meus leitores. Sendo ateu, edifico o ser-humano como minha nova divindade e meus leitores como meu ideal. Assim, perdoem-me a parvoíce de minha primeira manifestação nesta página (abaixo). Espero que os outros escritos compensem esta falta. &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São mais de 2h30min da madrugada. Péssima hora para começar este blog, sendo que daqui a pouco meu despertador vai tocar para que eu parta para a labuta de sábado, o ensino do idioma inglês. O porquê deste blog? Esta é uma daquelas perguntas complicadas de responder. Eu responderia para mim mesmo: "para praticar um pouco de escrita e derramar um pouco de mim. Delibar significa, entre outras coisas, derramar. Bem, assim, não vou me sentir na obrigação de trabalhar esteticamente estas frases, nem as demais futuras - elas serão delibadas com a mesma facilidade com que cuspo, urino, gozo ou suo. Calma, leitor(a) pouco afeito a menções excretórias, este blog não será mais um provedouro assíduo de escatologias. Mas talvez seja um excretório de delíbios, seja lá o que esta palavra queira (ou que você queira) significar. Ora, vou dormir.&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://dellibar.no.sapo.pt/dellibar2.jpg" border="0"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;font face="Sylfaen" size="2"&gt;&lt;i&gt;dellibar&lt;/i&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3649695-79179885?l=dellibar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649695/posts/default/79179885'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3649695/posts/default/79179885'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dellibar.blogspot.com/2002_07_14_archive.html#79179885' title=''/><author><name>Dellibar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13436241677900400235</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry></feed>
